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AL: anestesistas de Maceió deixam de atender pelo SUS nesta quarta



13/03/2012
Anestesistas de Maceió deixam de atender pelo SUS nesta quarta Categoria reclama de tabela de pagamento por cada procedimento, que julga estar defasada há 15 anos

Cerca de 100 anestesistas de Maceió vão se negar a atender os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) a partir desta quarta-feira (14). Com isso, sete hospitais e todas as clínicas de oftalmologia deverão ter as cirurgias eletivas canceladas. A reclamação principal diz respeito à tabela destes médicos que, segundo a categoria, está defasada há 15 anos. A greve pode se espalhar para Arapiraca e demais municípios ainda nesta semana.

Por orientação da Cooperativa dos Anestesistas de Alagoas e com o apoio da Sociedade de Anestesistas do Estado de Alagoas, todos os especialistas que trabalham na capital paralisam as atividades por tempo indeterminado.

Ficam com o atendimento comprometido a Santa Casa de Misericórdia de Maceió, Hospital do Açúcar, Hospital Sanatório, Hospital Santo Antônio, Hospital São Rafael, Hospital Nossa Senhora da Guia e Ortopédico, além das clínicas oftalmológicas. Nestes locais, os procedimentos cirúrgicos podem ser cancelados, se a greve se concretizar.

A cooperativa denuncia que, no Estado, chega a se pagar apenas 10% do valor aplicado em outros municípios do Nordeste. A presidente da entidade, Rosângela Massuia, reclama que a remuneração desta especialidade médica é irrisória. Para um parto cesariana é pago, atualmente, a quem presta serviços para o SUS, cerca de R$ 45 pela aplicação da anestesia. Em Pernambuco, que, de acordo com ela, o sistema é aplicado da mesma maneira, o valor alcança R$ 339,48.

"Por conta disso, vários profissionais de Alagoas estão indo para outros Estados, principalmente para o Piauí, quando o salário é pago pelo plantão e pela produção deste médico", revelou a presidente.

Segundo ela, os anestesistas do Estado estão sobrecarregados e, diariamente, eles convivem com a pressão de vários hospitais. "Temos uma defasagem de profissionais aqui, até porque os especialistas não querem trabalhar aqui e partem para outras localidades. Temos, atualmente, cem anestesistas em Alagoas, quando o ideal seriam duzentos e cinquenta", explicou a presidente da cooperativa.

Como esclarece, a maioria destes especialistas estão concentrados em Maceió e os municípios ficam descobertos.

"Não queríamos parar as nossas atividades. A intenção era que esta tabela fosse corrigida o mais rápido possível para que o nosso trabalho seja valorizado no Estado. Todos os passos para evitar a paralisação foram tomados. Falamos com os secretários de saúde, denunciamos ao Ministério Público, chamamos os vereadores para uma conversa e ainda acionamos o Conselho Regional de Medicina. A resposta dos gestores era sempre a mesma: o impacto na folha de pagamento era grande e não há condições de se contratar novos profissionais, tampouco reajustar a tabela", afirmou Rosângela Massuia.

Segundo ela, há uma demanda reprimida de cirurgias no Estado por conta da falta de profissionais anestesistas. "Só no HGE, onde a demanda por procedimentos cirúrgicos é muito grande, faltam, em média, trinta especialistas", revela a presidente da cooperativa.

Desde o começo do ano, diversos outdoors foram espalhados pelo Estado com uma mensagem direcionada aos anestesistas de Alagoas. Consta na publicidade a seguinte frase: "Anestesistas, vamos trabalhar em outros Estados". Apresenta ainda os valores que são pagos à categoria pelos procedimentos nas cirurgias realizadas aqui.
Fonte : Gazeta Web



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