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SIMERS apoia interdição do Centenário decretada pelo CREMERS



20/03/2012
O Sindicato Médico do RS (SIMERS) afirma que a interdição do Hospital Centenário, pertencente ao município de São Leopoldo, era expectativa dos médicos da instituição diante da falta de condições de atendimento e da recusa da prefeitura em fazer acordos e tomar medidas para melhorar a estrutura. A interdição ao exercício médico, que impede os cuidados de pacientes, foi aprovada pelo Conselho Regional de Medicina (Cremers) na noite desta segunda, em reunião em Porto Alegre.


A diretora do SIMERS Clarissa Bassin, que acompanhou a reunião, destacou que o corpo clínico denuncia há mais de um ano e meio que a situação do Centenário, único que atende ao SUS na cidade, só piorava. Entre os principais problema, estão a falta de médicos (em um ano cerca de 30 dos 120 médicos concursados se demitiram), pacientes mantidos em locais desprovidos de suporte técnico para tratamento e área física deteriorada. Em dezembro de 2010, a categoria promovou uma paralisação para chamar a atenção dos moradores da cidade e da região.

O estopim recente foram denúncias de três mortes de doentes que estariam relacionadas a infecções contraídas em enfermarias insalubres. "Muitas denúncias foram encaminhadas pelo Sindicato e pela Associação dos Médicos do hospital desde 2010 ao Ministério Público (MP), que abriu no fim de 2011 sete ações civis públicas. O CREMERS fez 12 vistorias no ano passado. A prefeitura teve todas as chances de mostrar boa vontade de melhorar e não agiu", listou Clarissa. Em abril de 2011, uma vistoria do SIMERS e MP constatou que uma UTI clandestina funcionava no Pronto Socorro.

A decisão do Conselho será notificada nesta terça às autoridades locais. Depois disso, o estabelecimento fica proibido de receber novos pacientes. Os doentes internados aguardarão alta ou poderão ser transferidos. "O Centenário se transforma hoje no exemplo de que não se pode mais tolerar a saúde de qualquer jeito, sem respeitar a dignidade e a segurança da população. Os médicos continuarão a buscar os órgãos de fiscalização para fazer valer o que está o seu Código de Ética e no seu juramento", alerta a diretora. Para o Sindicato, a situação do hospital de São Lepoldo não é única, há outros casos e os gestores da Saúde - municipal, estadual e federal - são os responsáveis pela mudança neste quadro.

O Centenário:
> Assistência (dados da prefeitura): mais de 70 mil atendimentos, 4 mil cirurgias e 252 mil procedimentos em 2011.
> Cobertura: 50 municípios na área de oncologia e seu Pronto Socorro é referêencia para 1 milhão de pessoas.
> Leitos: total de 262, sendo 230 do SUS (88%)
> População de São Leopoldo: 214 mil habitantes
Fonte : SIMERS



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