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RS: emergência pediátrica reabre após fechar por falta de médico



16/04/2012
Depois de ficar fechada por mais de quatro horas por falta de pediatra, a emergência na especialidade no Pronto Socorro do Hospital Centenário, em São Leopoldo, foi reaberta por volta das 19h30 desta sexta (13). A suspensão do atendimento foi exigida pelo Sindicato Médico do RS (SIMERS), diante da ausência de condições mínimas aos cuidados de crianças. O serviço chegou a atender entre 9h e 15h sem pediatra, mesmo com a pressão do Sindicato junto à direção. O fato expôs a precariedade da estrutura de operação do hospital, único da cidade com mais de 210 mil habitantes e que figura entre as maiores economias gaúchas.

O representante do SIMERS, o médico Edson Prado Machado, que é pediatra, foi ao Centenário no começo da tarde e, depois de conversar com dirigentes do hospital, conseguiu a suspensão para não colocar em risco os pacientes. "Crianças têm especificidades e cuidados que necessitam da observação e da atuação de um especialista. Não podemos aceitar que em São Leopoldo isso não possa ser assegurado", comentou Machado. Documento do Cremers assegura que o atendimento só deve ser feito se houver condições mínimas, o que não se verificava.

Com a decisão, casos não urgentes passaram a ser encaminhados a postos (só que há uma deficiência absurda de pediatras nas unidades - apenas uma dispunha do profissional nesta sexta, a Feitoria). Já os doentes graves e com risco de vida seriam acolhidos pelo SAMU e conduzidos a outros hospitais em cidades próximas. "A atuação que tivemos nesta situação se intensificará para todas as ocorrências de insuficiência de estrutura, pessoal e o que for necessário e adequado ao tratamento da população", antecipou o dirgente sindical.

O fato reforça a ausência de condições mínimas ao atendimento em diversas áreas do estabelecimento. Este quadro levou o Conselho Regional de Medicina (Cremers) a decretar interdição ética ao exercício da Medicina. A determinação da Justiça Federal, que suspendeu os efeitos da interdição até o julgamento da ação movida pela prefeitura, é que sejam dados os cuidados dentro da possibilidade. Os casos que os médicos não conseguirem assistir no Centenário serão transferidos a outros seviços, públicos ou privados (que exigirá compra de leitos pelo município).
Fonte : SIMERS



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