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Em entrevista coletiva, médicos explicam o protesto desta quarta-feira, em todo o país


Foto: Fernanda Lisboa/RBW
Em entrevista coletiva, médicos explicam o protesto desta quarta-feira, em todo o país
Médicos vão dar cartão amarelo para as operadoras de planos de saúde


24/04/2012
Em entrevista coletiva realizada nesta terça-feira (24), em Brasília, representantes das entidades médicas (Federação Nacional dos Médicos, Conselho Federal de Medicina e Associação Médica Brasileira) explicaram como será o Dia Nacional de Advertência aos Planos de Saúde, que acontece nesta quarta-feira (25). Um balanço da mobilização da categoria, em âmbito nacional, também foi apresentado na coletiva, que aconteceu na sede do CFM. O objetivo é protestar contra as operadoras de planos de saúde que têm se recusado a avançar nas negociações pela recuperação de honorários defasados e pelo fim da interferência antiética na relação entre os profissionais e seus pacientes.

O secretário de Saúde Suplementar da FENAM, Márcio Bichara, antecipou como será o movimento. Bichara diz que haverá suspensão dos atendimentos eletivos por 24 horas em 12 Estados e serão realizados atos públicos e entrevistas coletivas nas demais unidades da Federação. "O formato da mobilização foi acertado em assembleias e reuniões locais, ficando a critério de cada um", esclareceu.

Segundo Márcio Bichara, o usuário não vem usufruindo do que é prometido quando adquire de plano de saúde. "O crescimento das pessoas nos planos de saúde não vem acompanhado do crescimento de médicos credenciados, leitos, serviços de emergência, laboratórios, entre outros, o que causa a estagnação do setor. O usuário está sendo enganado", afirmou.

Para o vice-presidente do CFM, Aloísio Tibiriçá, o problema vem acontecendo devido à contenção de despesas por parte das operadoras de planos de saúde. "Médicos insatisfeitos estão deixando os planos, já que não vale a pena o honorário que eles recebem. Precisa existir um equilíbrio na saúde suplementar, senão o sistema não vai pra frente", acentuou.

As entidades médicas nacionais cobram também o estabelecimento de regras claras para a fixação de contratos entre as operadoras, ação que depende diretamente da interferência da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) enquanto órgão de regulação.Aloísio Tibiriçá ainda explica que não há uma resolução oficial que seja seguida pela ANS.

"Estamos tentando implantar um processo civilizatório e fizemos um modelo de contrato para a agência, que será entregue oficialmente nesta quarta-feira na sede da ANS. Deixamos claro que nos propusemos a ajudar a fiscalizar", afirmou o dirigente.

O diretor de Assuntos Parlamentares da AMB, José Luiz Mestrinho, ressaltou que a categoria médica não pretende penalizar o usuário de planos de saúde com a mobilização desta quarta-feira. "De forma nenhuma queremos prejudicar o nosso paciente. Por isso, o protesto será rápido e os setores de urgência e emergência continuaram funcionando normalmente", garantiu.

Confira o kit distribuído para a imprensa sobre o protesto

Kit Imprensa - 25 Abril:Dia Nacional de Advertência aos Planos de Saúde
Fonte : Fernanda Lisboa, com edição de Denise Teixeira



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