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Levantamento mostra enorme defasagem entre o faturamento das operadoras e o valor da consulta pago aos médicos



18/05/2012
EM NOVE ANOS, FATURAMENTO DOS PLANOS DE SAÚDE CRESCEU TRÊS VEZES MAIS QUE VALOR MÉDIO DA CONSULTA MÉDICA

Se o reajuste dos honorários médicos tivesse acompanhado o crescimento econômico do setor a consulta médica valeria hoje R$ 83,40 em média

Segundo levantamento do Cremesp, em nove anos (de 2003 a 2011) os planos médico-hospitalares tiveram 197,8% de crescimento no faturamento em todo o país. A receita anual deste mercado passou de R$ 28 bilhões para R$ 83,4 bilhões no período. O valor médio da consulta médica, no mesmo período, subiu apenas 64,7%. Isso, na média de valores apurada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), segundo dados fornecidos pelas próprias operadoras.

A média de R$ 46,12 para a consulta médica em 2011 ficou muito abaixo – pouco além da metade – do mínimo de R$ 80,00 reivindicado pelas entidades médicas.

Caso tivesse sido aplicado o índice de reajuste dos honorários médicos correspondente ao crescimento econômico do setor, o valor médio da consulta chegaria hoje a R$ 83,40. Em 2012 as entidades médicas têm registros de planos que ainda pagam menos de R$ 30,00 a consulta.

Cerca de 160 mil médicos que atuam na saúde suplementar no Brasil realizam, por ano, aproximadamente 223 milhões de consultas. Cada usuário de plano de saúde vai à consulta médica em média 5 vezes por ano. Em 2011, 47,6 milhões de brasileiros estavam conveniados a planos de saúde.

Para o presidente do Cremesp, Renato Azevedo Júnior, "a discrepância demonstra o quanto é inadiável e urgente a edição de uma nova instrução normativa da ANS para regulamentar os contratos entre médicos e planos de saúde. Além da correção da defasagem, daqui em diante os honorários precisam ser reajustados no mínimo anualmente, com índices que reflitam inclusive o crescimento robusto do setor."

No dia 25 de abril ocorreu nova mobilização dos médicos que atuam na saúde suplementar. Além de passeatas e atos públicos em vários Estados, as lideranças médicas entregaram à ANS propostas para normatizar a contratação dos profissionais pelas operadoras. Além de reajustes anuais dos valores pagos, foram solicitados parâmetros para fixação de honorários e para o credenciamento/descredenciamento dos médicos pelos planos de saúde.
Fonte : Cremesp



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