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RS: prefeitura mente ao mandar população para hospital sem pediatra em São Leopoldo



21/05/2012
A situação da saúde em São Leopoldo vai de mal a pior. O domingo foi sem pediatra na emergência do Hospital Centenário(o segundo em sete dias). Entre 7h e 19h não havia médico, e a prefeitura e direção do hospital mentiram ao orientar pais a buscarem atendimento no hospital de Esteio (São Camilo), que também estava sem médico da especialidade. O Sindicato Médico do RS (SIMERS) constatou o fato ao fazer contato com o São Camilo e obter a confirmação da carência. Aparentemente clínicos que atendiam no local desconheciam que pacientes de São Leopoldo seriam atendidos na emergência.

Na noite, já com pediatra, o fluxo foi maior de pacientes, pois muitos pais esperaram a retomada do atendimento para ir ao hospital. Nesta segunda, novamente dificuldades. A partir do fim da manhã, haverá apenas um plantonista dos dois que seria o adequado, pois não há profissional suficiente para preencher a vaga do médico que está em férias. A carência de médicos, gerada pela baixa remuneracão e gestão que desvaloriza o corpo clínico, agravou a dificuldade de conseguir candidatos a seleções para atuar no estabelecimento do SUS, fato que vem sendo denunciado desde 2010 pelo SIMERS.

Para o Sindicato, o episódio de domingo demonstra que a gestão do SUS de São Leopoldo está mentindo à população. "No sábado, um comunicado do Centenário, que inclusive saiu na Imprensa, dava conta de que, por falta de pediatra no Centenário, pacientes seriam direcionados a Esteio. Não esperávamos que a irresponsabilidade e a falta de seriedade da prefeitura e direção do hospital chegassem a este ponto", lamentou a diretora do SIMERS Clarissa Bassin. A situação já foi comunicada ao Conselho de Medicina (Cremers) e será levada ao Ministério Público da cidade nesta segunda. "Isso confirma que o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado pelo município com o MP, está sendo descaradamente descumprido", preocupa-se Clarissa.

A categoria já havia alertado para esta precariedade na escala médica na sexta (18). A diretora do SIMERS informa que os clínicos de plantão não conseguiam falar nem com a direção técnica. O médico que ocupa a função deve responder pessoalmente pelas medidas para garantir assistência. "Nenhuma criança ficou sem a primeira avaliação. Mas o que gerou mais dificuldade é que não há postão 24 horas com pediatra em toda a São Leopoldo, uma cidade com gestão plena do SUS e mais de 200 mil habitantes", ressalta a diretora.

Clarissa esclarece que casos graves teriam de ser transferidos. O procedimento que cabe à direção. "Mas incrivelmente nenhum responsável, que tem cargo de confiança para responder pela função, foi localizado durante boa parte do." O SIMERS alerta que, após o TAC, as condições só pioram. Faltam médicos, não foi até agora contratado um profissional para ocupar a função de médico regulador, que justamente cuida da transferência de pacientes. O corpo clínico é alvo de retaliações.
Fonte : SIMERS



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