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RS: falta de profissionais de saúde compromete atendimento no Hospital Materno-Infantil Presidente Vargas



08/06/2012
O Sindicato Médico do RS (SIMERS) acompanhou na manhã da úlitma quarta-feira (6) a vistoria da Comissão de Saúde e Meio Ambiente (Cosmam) da Câmara Municipal de Porto Alegre ao Hospital Materno-Infantil Presidente Vargas (HMIPV). Em reunião com a diretora do hospital, Maria Isabel de Bittencourt, o SIMERS e a Cosmam cobraram esclarecimentos sobre o precário atendimento a população devido à falta de anestesistas no bloco cirúrgico, falta de médicos e de material específico para procedimentos. Cirurgias eletivas são canceladas e ficam em lista de espera. Estes problemas estão causando filas de espera em procedimentos eletivos em especialidades como cirurgias ginecológicas e videolaparoscopia.

A diretora do HMIPV admitiu as deficiências no quadro de profissionais, inclusive de enfermagem, e justificou a situação por causa da saída de servidores da Fundação Riograndense Universitária de Gastroenterologia (Fugast) e de a aposentadoria de médicos federais ao longo dos anos. "Para suprir a demanda contamos com o apoio de cooperativas, mas que devem se retirar do hospital em agosto deste ano, atendendo a decisão do Ministério do Público", informou.

Enquanto a situação não se resolve, as listas de espera por procedimentos aumentam. De acordo com a lista de cirurgias realizadas, fornecida pelo hospital, as cirurgias ginecológicas- maior demandam da instituição- sofreu queda de quase 40% de março a maio deste ano, por falta de anestesistas na escala do bloco cirúrgico, caindo de 82 para 51 em três meses. Dados apurados pelo SIMERS apontam que, até maio, a fila de espera para procedimentos de ginecologia chegava a quase cem pacientes.

O hospital não agenda mais cirurgias e sim liga para avisar o paciente que ocorrerá o procedimento, quando há garantia de horário no bloco.
Apenas uma das quatro salas do bloco cirúrgico está em uso devido à falta de profissionais na escala. Este mês, a situação se agravará pois não há anestesistas escalados no turno da tarde nas terças, quartas e quintas-feiras. Segundo dados de médicos, o quadro do HMIPV tem apenas 4 anestesistas, quando deveria ser 21. Com isto, a lista de espera por cirurgias com vídeo laparoscopia de apenas uma médica que faz o procedimento era de 37 pacientes em maio. Já a fila por cirurgias ginecológicas de um profissional era de 28 pacientes no mês passado.

De acordo com o diretor do SIMERS, Jorge Eltz, dos dez leitos da UTI pediátrica, apenas quatro estão em uso devido à falta de profissionais. "Boa parte da capacidade instalada do Hospital Presidente Vargas está ociosa por causa da falta de médicos e profissionais da área de enfermagem. Isto é um problema de gestão", criticou Eltz.

A direção do hospital informou que dos 276 novos servidores municipais convocados para assumir na área de saúde, 28 médicos deverão compor o quadro do HMIPV: sete anestesistas, oito pediatras, dez ginecologistas/obstetras e três emergencistas. O hospital terá também mais três enfermeiros, 30 técnicos de enfermagem, um farmacêutico, dois bioquímicos e um engenheiro civil. Porém, os problemas não deverão ser resolvidos a curto prazo, já que os concursados deverão levar um mês para assumir as vagas.
Fonte : SIMERS



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