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DF: reforma não mudou o Hospital Regional de Taguatinga



25/06/2012
Paciente da clínica médica da emergência do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), M. J. O. estava internado há 36 horas quando a equipe de diretores do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF) chegou àquela unidade de saúde na tarde de segunda-feira, dia 18. Internado, sem leito, recebia soro sentado em uma cadeira. Anão era o único. A emergência do HRT dispõe de 57 leitos de clínica médica e tinha mais de 120 internados nessa tarde. Reformada, a emergência da unidade continua sofrendo com superlotação e falta de pessoal.

Com uma sobrecarga crescente, a clínica médica contava com apenas três profissionais para cuidar de 47 pacientes no andar da enfermaria, atender os pacientes internados na emergência, os que aguardavam na porta, os que estavam no box da emergência e outros 11 internados em UTI improvisada na emergência. Outros nove pacientes cardíacos completavam essa UTI improvisada

Os plantões da cardiologia não fecham. Não raro são apenas dois os profissionais no plantão. Entubar pacientes no chão por faltas até mesmo de macas não é novidade. Na própria manhã anterior à visita isso aconteceu.

Cirurgias postergadas

Na clínica cirúrgica há 800 pacientes aguardando. Casos agudos como apendicites e colo cistites, por exemplo, demoram dois dias para passar por procedimento cirúrgico. A rotatividade de anestesiologistas é grande, por os recém-contratados não permanecem. D.A. de 75 anos, que aguardava atendimento, afirmava aguardar por uma cirurgia de vesícula há três anos.

Os ortopedistas eram quatro no plantão. No entanto, eles dispõem de apenas um consultório e os pacientes têm de ser deslocados pelo meio da emergência até o box onde passam por procedimentos. De tão apertado, o compartimento usado por eles não comporta um arquivo para protocolos que ficam sobre uma minúscula mesa com o tamanho de um criado mudo. Na própria ortopedia não há o menor cuidado com ergonomia.

Procedimentos mais complexos como fratura de fêmur chegam a demorar duas semanas para ser executados. Fraturas expostas nem sempre são atendidas nas seis horas preconizadas e os procedimentos mais simples chegam a ser feitos sem sedação ou anestesia, por falta de medicamentos. Um simples Voltarem é artigo de luxo na unidade. Também falta filme para radiografia de coluna ou tórax.

Tratamento para bebês improvisado

No berçário e no centro obstétrico (CO) os problemas se repetem. Os leitos normais de UTI do berçário são 12, outros sete são improvisados no Centro Obstétrico e mais quatro na unidade intermediária. Apenas dois médicos do staff atendem os que recebem tratamento intensivo e demais internados e outro atende na maternidade. Falta pessoal de enfermagem, faltam materiais básicos como álcool, algodão e luvas estéreis. Não se escolhe o antibiótico que será dado aos pacientes, usa-se o que houver. No CO, onde três médicos faziam o serviço de quatro, os kits cirúrgicos são incompletos e não é raro dois médicos atendem três partos simultâneos e rezam para não serem dois cesarianos.

"A aparência da emergência do HRT melhorou, mas a reforma, entregue há menos de um ano, não foi suficiente para atender a necessidade da unidade de saúde. No entanto, a estrutura física insuficiente representa pouco perto da falta de médicos. Os que permanecem no serviço estão cada vez mais sobrecarregados", afirma o presidente do SindMédico-DF, Gutemberg Fialho.
Fonte : Sindimédico/DF



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