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RS: médicos Peritos do INSS realizam assembleia nesta segunda-feira



29/06/2012

Os médicos peritos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) do Rio Grande do Sul realizam assembleia geral extraordinária na próxima segunda-feira (2), às 19h, na sede do Sindicato Médico do RS (SIMERS), para avaliar o resultado da reunião técnica com o presidente do INSS, Mauro Hauschild, ocorrida nesta quinta-feira (28), em Porto Alegre. Na ocasião, a categoria deverá deliberar sobre indicativo de paralisação, já que Hauschild não confirmou que fará uma retratação pública sobre suas recentes declarações à imprensa de que os servidores não trabalham e levantou a suspeita de que parte deles burla o sistema de ponto eletrônico.

"Conseguimos trazer o presidente do INSS até aqui e provar que não somos nós, os médicos, os responsáveis pelo pelas 75 mil perícias represadas no Estado. Até porque, a média de perícias realizados por médico no Rio Grande do Sul é de 13,7 exames por dia. Isto prova que trabalhamos mais que o resto do país. A média nacional é de dez perícias por profissional. O problema é falta de médicos, pois existem 313 peritos no Estado, quando o necessário seria o dobro. Por isto, exigimos que o presidente do INSS restabeleça a verdade sobre o trabalho dos peritos", cobrou a diretora do SIMERS e vice-presidente da Associação Gaúcha de Médicos Peritos, Clarissa Bassin. A diretora informou ainda que o sindicato e a associação exigiram uma auditoria no Sistema de Registro Eletrônico de Freqüência para comprovar se algum médico não cumpre com a jornada de trabalho e se há fraude no sistema.

Apesar dos médicos cobrarem de Hauschild uma retratação pública, o presidente do órgão afirmou à imprensa ao fim da reunião com os peritos na agência de benefícios da avenida Bento Gonçalves, que durou quase quatro horas, que o assunto tinha sido resolvido "internamente". A posição não foi aceita pela categoria. "Queremos que ele tenha uma atitude coerente para restabelecer a verdade, pois para a população fica a idéia que o médico perito não trabalha", afirmou o diretor do Sindicato Nacional dos Peritos Médicos Previdenciários, Francisco Eduardo Cardoso Alves.

Durante a reunião a portas fechadas, Hauschild admitiu aos médicos que ele podia ter "cometido algum excesso" no que disse ao jornal Zero Hora. "Mas o que foi dito pela imprensa não é verdade", declarou ele. "Faço aqui a minha meia culpa da gente não ter conduzido a coisa da melhor forma e o problema ter sido exposto pela imprensa", lamentou o presidente do INSS aos peritos de Porto Alegre e Canoas.

Hauschild admitiu que faltam médicos peritos nas gerências de Porto Alegre, Canoas e Novo Hamburgo – que concentram 75% das perícias do Estado. Ele disse que 250 médicos peritos estão sendo chamados para trabalhar em todo o país, mas garantiu apenas dez para a Capital. O presidente do Instituto disse que pretende normalizar a situação das perícias em 120 dias, remanejando médicos peritos de outras gerências.

De acordo com Clarissa Bassin, os médicos propuseram a Hauschild que o INSS faça uma ação coletiva com Ministério Público para que o trabalhador de carteira assinada que já tenha sido considerado incapaz para o trabalho pelo médico da empresa receba o benefício mesmo antes de realizar a perícia. Em Porto Alegre, 10 mil perícias iniciais estão represadas, deixando o segurado sem salário e sem benefício. "Mostramos ao presidente que em 2009, zero a fila das perícias. Mas por medidas administrativas, elas voltaram a crescer e chegaram a volumes caóticos, levando o serviço ao colapso. O problema é gestão", declarou Clarissa.

O QUADRO DO SETOR DE PERÍCIAS NO RS:

- São 313 peritos no RS. Para dar conta da demanda, o número deveria ser de 600 médicos.- Em 48 meses, 41% dos médicos da Região Sul se exoneraram ou se aposentaram. São 352 a menos, sendo 120 deles do RS. Essa média de exoneração e aposentadoria é acima da nacional, fica em 15%.
- Em 2007: havia 80 peritos na gerência de Porto Alegre, hoje são 51. Em Canoas são 37 e em Novo Hamburgo, 38. As três gerências respondem por 75% da demanda de perícias e outros atendimento no Estado.
- 75 mil perícias estão represadas no RS, sendo 40 mil somente em Porto Alegre. Das 40 mil, dez são iniciais.

Fonte: Associação Gaúcha dos Médicos Peritos

Fonte : Imprensa SIMERS



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