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RS: entidades de saúde debatem formas de minimizar excesso de pacientes nos hospitais



16/07/2012

"Emergências lotadas, pacientes revoltados: de quem é a culpa?". Com esse questionamento, autoridades e entidades ligadas à saúde reuniram-se na manhã desta sexta-feira (13) na Assembleia Legislativa para debater de que forma o grupo pode atuar para minimizar os efeitos da lotação das emergências dos hospitais do Estado, situação que gerou pelo menos três casos de manifestações de pacientes inconformados nas últimas semanas.

O diretor do Sindicato Médico do RS (SIMERS), Jorge Eltz, apresentou dados para analisar o quadro de lotação dos hospitais. Segundo ele, entre 1993 e 2011 o Estado perdeu mais de 12 mil leitos. "Do que adianta criar mais de 300 leitos enquanto perdemos mais de 12 mil? Não resolve. A população não tem acesso ao prefeito, governador e presidente. Sendo assim, o médico acaba se tornando o para-choque destas pessoas que não têm a quem recorrer", declarou Eltz, fazendo referência ao discurso do secretário municipal de Saúde de Porto Alegre, Marcelo Bósio, que anunciou novamente a abertura de 354 leitos para hospitais da Capital.

Eltz lembrou que, desde 2009, o Simers denuncia a superlotação das emergências dos hospitais, condição que se agravou desde então. Para ele, os três níveis do governo são responsáveis pela situação. "A rede básica é insuficiente. O prefeito da Capital disse que o problema era por conta dos médicos que não cumpriam a carga horária, mas os médicos da Estratégia Saúde da Família (ESF) sempre registraram ponto. Inclusive agora, que há registro eletrônico em toda Secretaria Municipal de Saúde e ainda assim a crise continua", assegurou.

O diretor do SIMERS falou também sobre a falta de mais investimento na saúde por parte do Estado, que aplica apenas 6% da receita líquida corrente, enquanto a Legislação garante 12%.

O debate, promovido pelo Fórum Latino Americano de Defesa do Consumidor e a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, contou também com a participação de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Conselho Regional de Medicina do RS (Cremers), Associação Brasileira de Medicina de Grupo do RS (Abramge-RS), Sindicato dos Hospitais e Clínicas de Porto Alegre (Sindihospa), Agência Nacional de Saúde (ANS) e do juiz titular da 20º Vara Cível e Coordenador do Plantão Judiciário, Vanderlei Deolindo.



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