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DF: sindicato constata declínio do Hospital Regional da Asa Norte


Foto: Sindmédico/DF
DF: sindicato constata declínio do Hospital Regional da Asa Norte
Equipe do SindMédico-DF visitou o Hospital Regional da Asa Norte e constatou diversas irregularidades.


09/08/2012
Apesar de o fechamento da pediatria não ter sido consumado, a unidade não está funcionando adequadamente – de três médicos necessários para o fechamento de escalas, o serviço só tem funcionado com dois pela manhã e pela tarde. As horas extras da equipe foram cortadas e escalas de plantão não fecham. Essas e outras situações foram verificadas pela equipe do SindMédico-DF que visitou o Hospital Regional da Asa Norte, na segunda-feira, 31 de julho.

Na gineco-obstetrícia foram liberadas 200 horas extras desde a denúncia feita pelo SindMédico-DF em junho da falta de médicos para dar vazão ao atendimento desde a inclusão do hospital na Rede Cegonha. A necessidade mínima é de três médicos, mas ainda se verificam plantões com dois profissionais. A unidade não tem carrinho de reanimação, para atender eventual emergência.

Pacientes de cirurgia geral e plástica em maus lençóis

A unidade de internação intermediária, que funciona na emergência, acomoda mais de 100 pessoas. Dessas, 40 ficam internadas sentadas ou deitadas no chão da ala quatro. O número de clínicos é insuficiente – aos domingos, apenas dois médicos evoluem os pacientes internados.

Além de anestésicos, outros materiais para cirurgias faltam ao hospital, como tesoura material para curativos, e os instrumentadores (auxiliares) não são qualificados para dar suporte aos médicos nesses procedimentos. O box de emergências cirúrgicas funciona com instalações tão ruins que é chamado de "pela porco". Ali os médicos atendem sem poder dar o mínimo de privacidade aos pacientes e até procedimentos urgentes que necessitam de cirurgia com abdômen aberto são feitas. Nas salas de atendimento de cirurgia geral nem mesmo os lençóis são trocados após cada atendimento.

Os especialistas cirurgiões, oftalmologistas, angiologistas e otorrinolaringologistas vivem às voltas com boatos de que, a exemplo do que se pretendeu fazer com a pediatria, haverá remanejamento para outras unidades de saúde – a cirurgia plástica, por exemplo, segundo esses boatos iria para o Hospital Regional do Paranoá. Na reforma realizada em 2011, a cirurgia plástica perdeu metade do andar para a pneumologia.

Outro problema grave detectado no HRAN, que dificulta o fluxo de pacientes internados e congestionamento no trabalho das equipes médicas é a dificuldade na marcação de exames para pacientes que precisam de exames que precisam ser realizados fora do hospital.

Exemplo do que tem ocorrido com pacientes internados, duas pacientes preocupam os médicos na emergência: Maria da Conceição Monteiro dos Santos, 81 anos; e Maria Luiza Pereira da Silva, 55, internada após a terceira crise de pancreatite. As duas aguardam colangioressonância (exame das vias biliares por meio de ressonância magnética) que deveriam ter sido feitas no final de julho e simplesmente foram desmarcadas, sem nenhuma justificativa ou marcação de nova data. A m ais velha pediu alta para pelo menos ficar junto da família e ter o mínimo de conforto em casa.

A segunda paciente, internada desde o final de junho, permanece internada. Os exames que poderiam ser feitos dentro do HRAN foram feitos, ainda assim mesmo estando internada teve de pagar por exame de sangue feito fora do hospital e ainda teve de comprar anti-hipertensivo e enzimas pancreáticas que o hospital não ode lhe fornecer. Ela suporta a rotina diária no hospital por medo de ter a quarta crise de pancreatite sem assistência médica a mão.

"É o tipo de circunstância que não podemos admitir. Além do sofrimento dessas pacientes, os médicos que as atendem não podem dar seguimento aos tratamentos – além de entrarem em um estado de ansiedade, podem acabar sendo questionados judicialmente porque o Estado deixou de dar a assistência necessária. Mas para o paciente, a culpa é de quem está na ponta: o médico", afirma o presidente do SindMédico-DF, Gutemberg Fialho.

"É para garantir a segurança jurídica e funcional dos médicos que temos feito as denúncias públicas sobre os problemas que encontramos nas unidades de saúde. E a qualidade da assistência à população também depende da solução desses problemas", diz o sindicalista.
Fonte : Sindimédico/DF



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