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Campinas: sindicato convoca reunião com médicos da prefeitura para discutir equiparação do abono salarial



10/08/2012
Os médicos da rede municipal de saúde, lotados nas Unidades de Urgência e Emergência da Prefeitura de Campinas, entre elas o Hospital Municipal "Dr. Mário Gatti", os Pronto-atendimentos São José, Anchieta e Campo Grande, o Hospital Ouro Verde e o SAMU, reivindicam da administração pública equiparação do abono salarial concedido aos médicos das Unidades Básicas de Saúde.

Para discutir os encaminhamentos desta reivindicação, a diretoria do Sindicato dos Médicos de Campinas e Região (Sindimed Campinas), convocou uma reunião com os médicos das Unidades de Urgência e Emergência para 14 de agosto (terça-feira), às 19h30, na sede do Sindicato (rua Luiz Gama, 1355 – Castelo).

O referido abono partiu de um decreto municipal que estabeleceu valores diferenciados de acordo com o local de trabalho dos Médicos municipais. "O valor dado aos Médicos das Unidades Básicas apesar de insuficiente está bem acima do oferecido aos Médicos das Unidades de Urgência e Emergência, isso é uma grande injustiça para com os Médicos que não foram contemplados" alerta Casemiro dos Reis Júnior, presidente do Sindimed.

Um documento encaminhado para a administração municipal denuncia que os Médicos e demais profissionais das Unidades de Urgência e Emergência tem trabalhado em condições extenuantes e com grande sobrecarga de trabalho.

"O aumento da demanda e do grau de gravidade e complexidade dos pacientes não foi acompanhado pelos correspondentes aumentos dos leitos de internação, tanto em enfermarias como em UTIs, do efetivo de plantão e da agilidade e estrutura necessárias para o transporte de pacientes graves entre as Unidades do Sistema. O salário deveria ser melhor para todos", diz um trecho do documento que pode ser lido na íntegra logo abaixo.


Campinas, 19/07/2012


Ao Exmo Prefeito Municipal de Campinas

Sr. Pedro Serafim

Recentemente, fomos surpreendidos por um decreto municipal que regulamentou o abono produtividade recebido pelas categorias profissionais da Saúde de Campinas. Este decreto estabeleceu valores diferenciados do citado abono não apenas entre as diferentes categorias, mas, também, de acordo com o local de trabalho dos servidores públicos e, assim, pudemos observar que o valor do abono concedido aos servidores das Unidades Básicos de Saúde é bem superior ao concedido aos trabalhadores das Unidades de Urgência e Emergência, entre elas o Hospital Municipal "Dr. Mário Gatti", os Pronto- Atendimentos São José, Anchieta e Campo Grande, o Hospital Ouro Verde e o SAMU.

Este ano, não apenas o número, mas, principalmente, a complexidade dos pacientes atendidos aumentou enormemente.

Nós, servidores que atuamos nos Serviços de Urgência e Emergência, temos que ser, ao mesmo tempo, emergencistas, porque atendemos urgências e emergências, o que seria nossa real função; trabalhadores da atenção primária, por atendermos um enorme volume de pacientes com queixas que deveriam ser absorvidas por esta Rede; intensivistas, pois, com bastante frequência, pacientes graves e entubados tem permanecido nos Pronto-Socorros por mais de 24h, e não apenas no atendimento inicial de urgência; servidores de enfermaria, pois muitos dos pacientes permanecem por bem mais de 24h, da internação à alta, nos PAs e PSs; especialistas, pois pacientes tem sido "acompanhados", às vezes, por especialistas que trabalham como clínicos nos PSs e PAs, devido à demora em conseguir vagas nos ambulatórios de especialidades. Além disto, lembramos que somos as referências das Unidades Básicas de Saúde e nos parece incoerente que os trabalhadores que atendem os casos referenciados, mais graves e complexos, tenham os menores rendimentos financeiros.

Ainda, temos trabalhado em condições extenuantes e com sobrecarga, pois o aumento da demanda e do grau de gravidade e complexidade dos pacientes não foi acompanhado pelos correspondentes aumentos dos leitos de internação, tanto em enfermarias como em UTIs, e da agilidade e estrutura necessárias para o transporte de pacientes graves entre as Unidades do Sistema.

O salário deveria ser justo para todos, caso contrário o problema irá apenas mudar de lugar. A carência de médicos na Rede deve-se a motivos estruturais muito mais complexos do que apenas o financeiro.

Em vista do exposto, gostaríamos de discutir a seguinte lista de reivindicações:

1. Equiparação do valor do prêmio produtividade pagos aos funcionários lotados nos Serviços de Urgência e Emergência com os valores máximos pagos aos funcionários da rede Básica;

2. Reajuste da insalubridade de acordo com a inflação acumulada desde o último reajuste;

3. Reenquadramento dos pediatras no Plano de Cargos e Salários, uma vez que a pediatria é uma especialidade reconhecida pela AMB e todos os órgãos e as entidades de classe nacionais e, mesmo assim, a Prefeitura Municipal de Campinas classifica-os como médicos I, sem reconhecimento do Título de Especialista;

4. Ampliação dos leitos clínicos adultos e pediátricos do Município, para atender a crescente demanda;

5. Ampliação dos leitos de UTI adultos e pediátricos do município em face do aumento não apenas da demanda, mas também da gravidade dos casos;

6. Melhora das condições e da oferta de transporte entre as Unidades da Rede de saúde.

Respeitosamente,

Servidores das Unidades de urgência e Emergência da Rede de Saúde de Campinas.
Fonte : Sindimed - Campinas



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