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SP: Ato de Cidadania marca protesto de médicos contra abusos dos planos de saúde


Foto: SIMESP
SP: Ato de Cidadania marca protesto de médicos contra abusos dos planos de saúde
A reivindicação da categoria é por um valor mínimo digno por consulta no valor de R$ 80, pela adoção da CBHPM


10/09/2012
Não restou outra saída aos médicos senão ir mais uma vez às ruas da capital paulista a fim de protestar. O Ato de Cidadania, organizado pelas entidades médicas, Simesp, Cremesp, APM e Academia, em âmbito estadual, realizado no dia 5 de setembro, antecedeu a suspensão por 24 horas dos atendimentos eletivos. Os médicos caminharam pela rua Maria Paula, na Bela Vista, até à Câmara Municipal. No legislativo, solicitaram apoio dos vereadores às reivindicações do movimento.

Enquanto as empresas do setor de saúde suplementar crescem e algumas chegam a figurar entre as maiores empresas do país, os médicos amargam valores irrisórios por consultas e procedimentos. Para se ter uma ideia, o pagamento por alguns procedimentos médicos chega a ser simbólico. Segundo levantamento realizado pela APM, apresentado durante coletiva de imprensa, hoje, por um eletrocardiograma, os planos pagam em média R$ 10. Por uma espirometria simples, R$ 8,10. Por uma cirurgia de histerectomia total, por qualquer via, R$ 136,50. Os pagamentos por consultas estão entre R$ 25 e R$ 60.

A reivindicação da categoria é por um valor mínimo digno por consulta no valor de R$ 80, pela adoção da CBHPM – Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos e pela inclusão do índice de reajustes nos contratos.

Há uma mesa de negociações com essas operadoras. Após diversas rodadas de negociação - foram 34 reuniões até o momento -, a categoria ainda não teve atendida a sua pauta de reivindicações. "As respostas estão muito aquém do esperado", afirmou o diretor do Simesp, Otelo Chino Júnior, durante a coletiva. Os médicos também protestam contra pressões para reduzir pedidos de exames, internações e outros procedimentos essenciais para o bom atendimento aos pacientes. As empresas adotam práticas que visam apenas reduzir custos, oferecendo ao usuário uma rede credenciada insuficiente.

"Estamos assistindo ao fechamento de clínicas e consultórios que não conseguem se manter com estes valores praticados pelas operadoras", destacou.

Também participaram da coletiva de imprensa, os presidentes do Cremesp, Renato Azevedo, da APM, Florisval Meinão, da Federação dos Médicos do Estado de São Paulo (Femesp), Casemiro dos Reis Júnior; da Academia Brasileira de Odontologia, Silvio Cecchetto e do vice-presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Jorge Curi.
Fonte : Taciana Giesel



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