Sindicatos Médicos:

 
Você não está logado
Entrar | Cadastrar

DF: sindicato faz vistoria em hospital de Planaltina e constata irregularidades



11/09/2012
Depois de um ano, uma equipe de diretores do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF) verificou a falta de pediatras, de clínicos, de neonatologistas, de ortopedistas e de anestesistas, além de um corpo de enfermagem e de apoio insuficientes no Hospital Regional de Planaltina (HRP). O resultado é que a emergência, reaberta há menos de um ano, está sobrecarregada, a qualidade da assistência médica à população continua deficitária e a condição geral de trabalho dos médicos não teve a melhoria de que precisava. Essas foram as constatações dos sindicalistas após a visita, na tarde de 3 de setembro.

Um exemplo de que a reforma foi insuficiente é que a sala da internação que era chamada de Carandiru, em nada mudou desde a última visita, há um ano. O alojamento apesenta infiltração com mofo no canto onde ficam dois sanitários, o piso desgastado tem buracos. O pior de tudo é que nesse ambiente ficam também pacientes que se recuperam de procedimentos invasivos. Na tarde da visita, dois deles estavam sujeitos a infecções, com pinos e pontos recentes nas pernas, expostos a esse ambiente que nem mesmo tem área de isolamento.

As macas pelos corredores estão sempre lá, o mobiliário se desgasta rapidamente e os equipamentos apresentam problemas. Há dificuldades com um aparelho de raios-X, que se quebra constantemente e os médicos se queixam da dificuldade para obter tomografias.

Cirurgias com partos

Em função da reforma no centro cirúrgico, todas as cirurgias estão sendo realizadas no centro obstétrico – sejam elas cirurgias limpas ou infectadas. Procedimentos obstétricos são atrasados em função da contaminação das salas. Não se faz cirurgia eletiva naquela unidade de saúde e não há capacidade para atendimento de alta complexidade.

Os cirurgiões gerais e ortopedistas se preocupam com a impossibilidade de dar o atendimento adequado ao que se mostra necessário para o público que o HRP atende. Muitos dos usuários desenvolvem atividades agrícolas e o hospital não tem, por exemplo, especialista em cirurgia de mãos. Também não se realizam cirurgias de quadril e fêmur.

Escalas de plantão

Na pediatria, na clínica médica, na cirurgia geral, na anestesia, na ortopedia e na obstetrícia as escalas mal fecham com a utilização de horas extras. O interesse pela realização de horas extras cai em função da demanda grande demais para poucos plantonistas e, além do desgaste, da insegurança que decorrem desse acúmulo de serviço – tanto no aspecto da falta de tempo e equipe para melhor avaliação dos casos, quanto pela própria pressão dos pacientes em espera.

Com a inviabilização do plantão de 18 horas, que segundo o inciso terceiro do artigo 57 da Lei complementar 840 (regime jurídico dos servidores do distrito federal) pode ser regulamentado pelo secretário de saúde, corre-se o risco de perder muitos dos profissionais que trabalham no HRP e não são moradores do Distrito Federal. É certo que as escalas não vão fechar.

Regulação e classificação de risco

O HRP enfrenta problemas com o fluxo de pacientes vindos do entorno e de localidades ao norte do Distrito Federal. Pacientes de fora que chegam à unidade precisando de atendimento de maior complexidade sequer são admitidos, pois ficariam simplesmente parados no hospital.

As remoções e o transporte de pacientes para procedimentos ou exames que têm de ser feitos em outra unidade pública são feitas em duas ambulâncias e há dificuldade em obter atendimento de unidade móvel dotada de médico

A pediatria sofre com a falta de leitos tanto quanto com a falta de médicos. No berçário, a fumaça de uma caldeira próxima cria dificuldade para a acomodação dos pacientes com problemas respiratórios. A possibilidade de fechamento ou redução da capacidade de atendimento do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) assombra os profissionais de Planaltina, pois é o único que recebe as crianças oriundas do HRP.

O sistema de classificação de risco é outro motivo de preocupação para os médicos de Planaltina. A triagem é feita por profissionais não qualificados que já classificaram como azuis e verdes casos em que os pacientes tiveram que ser internados. Durante a visita, os representantes do SindMédico ouviram dos próprios pacientes que muitas vezes intervêm na triagem por discordar da classificação de risco de pacientes que, como eles, ficam esperando na porta da unidade.

É inegável que a emergência do Hospital Regional de Planaltina precisava de novas instalações, mas o prédio entregue há menos de um ano já apresenta sinais de desgaste. Quando forem reformados o centro cirúrgicos e demais ambientes da unidade é bem provável que seja necessário recomeçar todo o processo e enquanto não for completado o quadro de servidores, não haverá melhora significativa para os que lá estão lotados nem para os pacientes.
Fonte : Sindmédico/DF



Avalie este conteúdo
Se você achou esse conteúdo interessante deixe seu voto clicando no botao "gostei". Os conteúdos melhor avaliados ficam em destaque para os outros usuários.


Este conteúdo tem 958 visitas

Para votar, você precisa estar logado no site.


Comentários


Deixe seu comentário






Digite as letras que você vê na imagem ao lado:



Interatividade FENAM
Nossos canais na Web 2.0
 
Informativo eletr�nico
Cadastre-se e receba por email as not�cias da FENAM




Enquete

Você é filiado ao seu sindicato?


Não
Sim
Opa, selecione uma op��o.









Caso seja mais de um amigo, separe os emails por vírgula.

Para votar, você precisa estar logado no site.


Desenvolvimento: RBW Comunicação |
© Federação Nacional dos Médicos - FENAM (2008)