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Mobilização na saúde suplementar resulta em avanços


Foto: Divulgação Internet
Mobilização na saúde suplementar resulta em avanços
A pauta do movimento inclui fim das interferências das empresas na relação médico-paciente, consulta a R$ 80, valores dos procedimentos atualizados conforme a CBHPM e inserção nos contratos de critério de reajuste.


16/11/2012
Reunidas na Associação Paulista de Medicina na última segunda-feira (12), lideranças do movimento médico – APM, Cremesp, Sindicatos, Academia, Sociedades de Especialidade e Regionais – fizeram balanço das negociações com os planos de saúde ao longo de 2012. Apenas com as operadoras, foram realizadas mais de 70 reuniões. Ao todo, a mobilização gerou em torno de 100 encontros. O trabalho resultou em grande visibilidade das reivindicações dos médicos junto à opinião pública e propostas das empresas para reajuste dos honorários.

Confira aqui o balanço atualizado das negociações

De acordo com o presidente da APM, Florisval Meinão, além de melhoria dos valores de consulta e diálogos promissores quanto à valorização dos procedimentos, o grande avanço este ano foi a consolidação das negociações coletivas. "O movimento atingiu maturidade tal que as próprias empresas perceberam a indignação da classe médica frente à defasagem da remuneração. Os médicos não aceitam mais o desequilíbrio econômico-financeiro e esta nova posição tem mudado a correlação de forças no mercado da saúde suplementar", analisa.

A organização do movimento e a articulação regional foram os destaques da avaliação do vice-presidente da Associação Médica Brasileira, Jorge Carlos Machado Curi. "Há uma percepção clara de que estamos avançando, graças à representatividade e união das entidades médicas. Um dos grandes desafios para 2013 será tornar esta luta permanente e fortalecê-la nas diversas regiões do Estado, onde muitos planos ainda pagam aos médicos valores inaceitáveis", salienta Curi.

O representante da Federação Nacional dos Médicos, Márcio Bichara, considera este um ano vitorioso para o movimento: "Obtivemos uma repercussão inédita na mídia, muito em função das ações realizadas em São Paulo, onde está sediada a maior parte das operadoras e mais de 45% da população têm planos de saúde [contra 25% na média nacional]".

Para o presidente do Cremesp, Renato Azevedo Júnior, o segredo está na persistência, por isso a classe deve se manter empenhada e ativa. "Estaremos nas ruas novamente no próximo ano, sempre com a participação das Sociedades de Especialidade, congregadas na APM, que têm uma capilaridade fundamental para o sucesso da mobilização."

Os diretores de Defesa Profissional da Associação, João Sobreira de Moura Neto e Marun David Cury, fizeram uma retrospectiva das ações desenvolvidas e agradeceram o comprometimento de todas as lideranças com a causa. "Os médicos devem verificar os novos valores nos próximos faturamentos e denunciar eventuais divergências à APM [defesa@apm.org.br / (11) 3188-4207]", alerta Sobreira. "Algumas negociações ainda estão em andamento no sentido de atingirmos os melhores patamares possíveis. Pedimos que os colegas acompanhem as novidades pelo portal da APM", completa Marun.

Reivindicações

A pauta do movimento paulista inclui fim das interferências das empresas na relação médico-paciente, consulta a R$ 80, valores dos procedimentos atualizados conforme a CBHPM (Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos) e inserção nos contratos de critério de reajuste a cada 12 meses pela seguinte fórmula:

[(IGPM + INPC + IPCA) / 3 x 0,3] + (índice ANS x 0,7)

Já está sendo organizada para fevereiro ou março de 2013 uma reunião ampliada de todas as entidades médicas nacionais e estaduais, na sede da APM, em São Paulo, com o objetivo de traçar as estratégias para 2013, definir os pleitos e o cronograma de ações da classe.

Também participaram do encontro o vice-presidente da Academia de Medicina de São Paulo, José Roberto Baratella; o representante do Simesp, Otelo Chino Júnior; o presidente do Sindimed Santos, Álvaro Norberto da Silva; e o presidente da Associação Brasileira de Cirurgiões-Dentistas, Silvio Cechetto.
Fonte : APM



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