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SE: sindicato quer que o Governo apresente as contas, que se abra a caixa preta que se tornou a saúde do Estado.


Foto: Divulgação/Internet
SE: sindicato quer que o Governo apresente as contas, que se abra a caixa preta que se tornou a saúde do Estado.
“Nós achamos que tardou, mas finalmente aconteceu".


03/12/2012
"Era uma crônica anunciada no início das Fundações, o Sindicato dos Médicos já alertavam aos gestores do que ia acontecer, mas nós não fomos ouvidos, levados a crédito, para participar da construção daquela reforma sanitária que Rogério Carvalho e sua equipe apregoavam para o nosso Estado. E em cima disto se reelegeu o governador, elegeu a si próprio", disse Glória Tereza.

A entrevistada da última terça-feira(27) no Programa do Sindimed: ‘A Voz do Médico’ foi à diretora Glória Tereza que abordou diversos temas dentre os quais a coletiva, as Fundações, mudança de secretariado e o Hospital da Polícia Militar (HPM).

De acordo com a diretora sindical a decisão defendida pelas Entidades Médicas, na opinião da representante do Sindimed, já veio de forma tardia mas antes tarde do que nunca. "Nós achamos que tardou, mas finalmente aconteceu. Houve um documento emitido pelos gestores do Hospital João Alves pedindo que o CRM fiscalizasse a Instituição, o que o Conselho já vinha fazendo", disse, ressaltando que com o pedido de intervenção, que na verdade, acredita ter sido um equivoco - porque existe é interdição ética e não intervenção ética -, então a partir da solicitação dos gestores, as entidades médicas, dão apoio, pedindo que isto seja extrapolado não só uma interdição ética, mas uma intervenção administrativa, judicial.

"Nós queremos que o Governo apresente as contas, queremos que se abra a caixa preta que se tornou a saúde do nosso Estado, quando tantos recursos chegaram, foram mal gastos, mal aplicados e hoje, o Governo fica pedindo empréstimos para cobrir os rombos que ele mesmo efetuou", completa, salientando que em termos de recursos o Hospital João Alves em dois anos recebeu em torno de R$ 700 milhões e não funciona na sua plenitude. "As construções que o Sindimed desde o primeiro momento avisava que não tinha equipe médica para funcionar tudo isto, e que os investimentos deveriam ser feitos nos hospitais regionais, as clínicas que até o momento não funcionam porque as Prefeituras não tem como custear o seu funcionamento", completa a líder sindical.

Segundo ela, "Era uma crônica anunciada no início das Fundações, o Sindicato dos Médicos já alertavam aos gestores do que ia acontecer, mas nós não fomos ouvidos, levados a crédito, nunca fomos chamados para participar da construção daquela reforma sanitária que Rogério Carvalho e sua equipe apregoavam para o nosso Estado. E em cima disto se reelegeu o governador, elegeu a si próprio e agora a gente vê a situação da população deste jeito ", disse Glória Tereza.

Apelação - O Sindimed e as Entidades Médicas estão apelando para o Ministério da Saúde, os Tribunais de Contas (TCU e TCE), todos os gestores federais - aqueles que aplicam os recursos na saúde do nosso Estado - venham cobrar, fazer uma prestação de contas para avaliar. "Uma CPI da Saúde seria muito bem-vinda, os gestores precisam prestar contas", disse a diretora do Sindimed, ressaltando que precisa deixar esta visão provinciana e retrograda de que um governante não prossegue o que o seu antecessor fez, gastando mais recursos. "Quando havia dinheiro, nós (entidades e médicos) fomos deletados de tudo agora que não a fonte secou, acabou o crédito, nos procuram. Mesmo assim, nós não vamos nos furtar pois o interesse nosso é que os médicos tenham boas condições de trabalho e que possa fazer ao que se propõe fazer que é atender à população. Este é o nosso trabalho - Salvar vidas - e queremos fazer isto bem feito", completa.

Decisão Judicial - Como foi divulgada na semana passada, o Ministério Público (MP) conseguiu uma vitória extraordinária, eu acredito que é fruto (especificamente) do trabalho da grande doutora Euza Missano. Uma pessoa que tenho em alta conta (pela competência) vem representando isoladamente o Ministério Público, porque sabemos que ela, não tem muito apoio, mais vem representando e fazendo o MP uma grande instituição em defesa da saúde e da população. "E ela conseguiu liminar acatada pela juíza Simone Fraga e que está trazendo a gestão da Fundação para a Secretaria do Estado da Saúde. Porque se a Fundação já comprovou que através de seus gestores não foram competentes para fazer o que havia se proposto. Então se não tem competência de gerir-se, seja trazido para Secretaria", disse a médica, salientando que embora (a SES e a FHS) seja a mesma personalidade e todos são o Governo do Estado. "Por isso que o Sindimed pensa que seja uma intervenção federal, para sair do âmbito do Estado", completa.
Fonte : Sindmed - Sergipe



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