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RR: médicos suspendem atividades nos postos de saúde da prefeitura de Boa Vista



23/01/2013
Os médicos que desempenham trabalho na área da Atenção Básica do Programa Estratégia de Saúde da Família, nos postos de saúde da Prefeitura de Boa Vista, decidiram suspender suas atividades por tempo indeterminado. Segundo Wilson Franco, presidente do sindicato da categoria, os profissionais só irão retornar ao trabalho depois que o secretário municipal de Saúde, Marcelo Lopes, reconduzir os médicos para suas funções por meio de contrato formal. A decisão foi tomada na última segunda-feira (21), em reunião na sede do Sindicato dos Médicos de Roraima (Simed/RR).

Franco disse que o sindicato já havia firmado acordo com o secretário, mas não foi cumprida parte do combinado. "Em um documento que enviamos ao secretário, fizemos dois pedidos. O primeiro para que fosse regularizada a forma de trabalho dos médicos, uma vez que estavam trabalhando sem contrato. E o segundo para que fosse efetuado o pagamento dos profissionais que estava atrasado", explicou, ao citar que o acordo foi parcialmente cumprido, pois somente os salários foram pagos.

A categoria quer que a Secretaria de Saúde faça um decreto nomeando, individualmente, todos os servidores que foram exonerados pelo "decretão" no início do mês. Wilson Franco disse que existem mais de 300 profissionais nessa situação, dos quais 32 são médicos. "Os profissionais querem garantias de que irão trabalhar e no final do mês terão seus pagamentos. O médico é a figura principal de uma equipe e o Programa Saúde da Família não pode parar", comentou o médico.

O presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM/RR), Wirlande da Luz, disse que o conselho apoia a decisão do sindicado, uma vez que os médicos estavam trabalhando sem ter vínculos empregatícios com a prefeitura. "Os profissionais de saúde não podem trabalhar na insegurança, pois é maléfico para o desenvolvimento do trabalho, por isso que o CRM apoia a causa", ressaltou o presidente. Ele disse que lamenta a situação, pois, pelos cálculos do conselho, cerca de 150 mil pessoas que dependem do Programa Saúde da Família serão prejudicadas.

Na opinião dele, falta transparência na negociação com os médicos e demais profissionais. Ele lembrou que a situação crítica na área da saúde é percebida desde o ano passado. "Depois da exoneração, o secretário já deveria ter nomeado os profissionais de saúde, pois os postos não podem ficar sem atendimento", disse.

Para o médico, já houve tempo suficiente para que fosse feita a nomeação da equipe da saúde. "O secretário participou da equipe de transição da prefeita. Então, ele não pode dizer que desconhecia os problemas enfrentados na área de Saúde", comentou.
Fonte : Folha de Boa Vista



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