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RS: sindicato flagra superlotação em emergências do SUS para saúde mental



23/01/2013
As duas principais emergências do SUS para saúde mental, principalmente dependência química, de Porto Alegre operam nesta quarta-feira (23) com superlotação. Conforme o Sindicato Médico do RS (SIMERS), além da emergência do Postão do Cruzeiro, a do IAPI (Rua 3 de abril, 90), que é administrado pelo Mãe de Deus, está com mais doentes que a capacidade. No final da manhã, eram 25 pacientes para 15 leitos, ou seja, 66% acima das vagas. Parte dos casos foi levada pelo SAMU para o local, desde a noite de ontem, devido à suprlortaçaõ do PACS. Como não há estrutura para abrigar este número de casos, o SAMU teve de deixar no local macas das ambulâncias para os doentes.

O SIMERS constatou pela manhã que seis pacientes dependentes químicos e com transtornos mentais estavam em colchões no chão na emergência psiquiátrica do Pronto Atendimento Cruzeiro do Sul (PACS), postão da Cruzeiro, zona sul de Porto Alegre, a maior existente no SUS fora de hospital no Estado. A unidade tem capacidade para 14 pacientes em observação e soma 21. O flagrante foi feito no final da manhã desta quarta (23) por representantes do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS).

O SIMERS levará a situação, considerada muito grave diante da falta de leitos para internação, ao Ministério Público Estadual. A meta é conseguir ainda para esta quarta uma reunião, para exigir que o município tome providências, pois a superlotação tem sido frequente. No IAPI, é o primeiro registro de operação no nível registrado hoje. Em 20 anos, a Capital teve redução de 60% das vagas do SUS para o setor. Em 2007, a condição de atendimento gerou interdição do PACS. O diretor do Sindicato Jorge Eltz já comunicou ao presidente da Câmara de Vereadores, Thiago Duarte, o flagrante. Nessa terça (22), Duarte chegou a visitar o Cruzeiro do Sul

A superlotação dos serviços, cita Eltz, é gerada pela falta de vagas para internação em hospitais. Todos os casos mantidos no PACS têm determinação de internação pelos médicos psiquiátricos. O fluxo de atendimento também é intenso, o que deve elevar a superlotação nas próximas horas. Um dos pacientes aguarda há seis dias por um leito. Pelas regras de serviços de Pronto Atendimento como o do Postão, o doente só pode ficar até 72 horas em observação. Quando é caso de internação, deve ser imediatamente transferido, alerta o diretor do SIMERS.

O Sindicato informa ainda que, mesmo quando há obtenção de vagas (o que ocorreu para três casos nesta manhã), não há veículo para a remoção, o que prolonga o sofrimento pela permanência e agrava as condições de atendimento. "São pacientes que ficam em uma mesma área, homens e mulheres, com exigências de cuidados específicas. Isso voltou a ser recorrente no serviço", lamentou o dirigente da entidade médica.
Fonte : SIMERS



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