Sindicatos Médicos:

 
Você não está logado
Entrar | Cadastrar




Palavras-chave

SE: cardiologistas podem parar procedimentos eletivos a qualquer momento


Foto:
SE: cardiologistas podem parar procedimentos eletivos a qualquer momento
Os médicos ainda não receberam nenhuma nota do governo para tentar um acordo, entretanto a qualquer momento a paralisação pode ocorrer.


28/01/2013
Os médicos que prestam serviços no Hospital de Cirurgia - única unidade do Sistema Único de Saúde (SUS) e que realizam atendimento aos casos de infarto agudo do miocárdio - prometem paralisar os procedimentos eletivos (agendados) ainda hoje (28). Pelo menos os cardiologistas que trabalham na cirurgia vascular e no setor de cirurgia cardíaca. O motivo é a falta de pagamento pelos plantões trabalhados.

De acordo com o coordenador do serviço de cardiologia vascular Fábio Serra, desde o mês de novembro que os profissionais não recebem os seus salários. "Até o momento estamos trabalhando sem receber desde o mês de novembro. E já estamos entrando para o mês de fevereiro e nada", coloca o coordenador, ressaltando que como os médicos são contratados, estão desestimulados a continuar no serviço.

Segundo ele, os quase 18 médicos estão optando trabalhar em outros locais ao invés de continuar prestando serviço no Hospital de Cirurgia. "Por conta disto, estamos tendo dificuldade em fechar a escala de plantão do mês de fevereiro", conta, salientando que já manteve contato com o diretor do Hospital o médico Gilberto dos Santos e este, informou que enviou ofício à Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e está aguardando posicionamento.

"Estamos começando a restringir os atendimentos eletivos, os procedimentos de urgência não sofrerão nenhuma suspensão, para que no dia 1 de fevereiro, a Unidade esteja vazia, por conta da ausência dos profissionais na escala médica para assumir os plantões", frisa, ressaltando que o médico, não está faltando ao plantão, porque ele é apenas contratado para prestar serviço.

Segundo o coordenador durante o mês são feitos 80 atendimentos com infarto do miocárdio. O médico José Teles que é o coordenador da cardiologia também confirmou que os médicos estão sem receber desde o mês de novembro. "Nós fazemos cerca de 20 atendimentos eletivos por mês e caso não seja feito o pagamento até o final do mês fica difícil continuar o trabalho", disse, ressaltando que os procedimentos de urgências continuarão sendo feitos normalmente. "As cirurgias de emergências não podem esperar", completa o doutor Teles.

O Jornal Correio de Sergipe tentou contato com o diretor do hospital, mas não obteve êxito. Já a assessoria da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) respondeu o questionamento feito a respeito do ofício enviado pela direção do hospital, segundo o coordenador da cirurgia vascular, mas até o momento a SMS não recebeu nada.

Ainda de acordo com a assessoria, a secretária Goretti Reis tem conhecimento da dívida não só com os médicos, bem como com os fornecedores, conforme relatou na última entrevista, concedida à Imprensa, na última terça-feira, (22). O Estado tem uma dívida com o município de R$ 23 milhões de reais. "Se for para cobrar do município também tem que cobrar do Estado. Já foi feito um levantamento e a SMS está buscando soluções para sanar o problema", informou a assessora de comunicação da SMS.
Fonte : Sindimed-SE com informações do Correio de Sergipe



Avalie este conteúdo
Se você achou esse conteúdo interessante deixe seu voto clicando no botao "gostei". Os conteúdos melhor avaliados ficam em destaque para os outros usuários.


Este conteúdo tem 907 visitas

Para votar, você precisa estar logado no site.


Comentários


Deixe seu comentário






Digite as letras que você vê na imagem ao lado:



Interatividade FENAM
Nossos canais na Web 2.0
 
Informativo eletr�nico
Cadastre-se e receba por email as not�cias da FENAM




Enquete

Você é filiado ao seu sindicato?


Não
Sim
Opa, selecione uma op��o.









Caso seja mais de um amigo, separe os emails por vírgula.

Para votar, você precisa estar logado no site.


Desenvolvimento: RBW Comunicação |
© Federação Nacional dos Médicos - FENAM (2008)