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BA: risco de colapso na UTI do Hospital Roberto Santos


Foto: Divulgação/Internet
BA: risco de colapso na UTI do Hospital Roberto Santos
os residentes iniciaram nesta sexta-feira (1) uma paralisação.


04/02/2013
A qualidade do atendimento na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Roberto Santos está comprometida devido ao número reduzido de enfermeiros em relação ao quantitativo de pacientes. Está previsto para o mês de fevereiro plantões com dois a três enfermeiros para assistir vinte e dois pacientes.

A situação têm gerado descontentamento entre os profissionais, os quais alertam que a sobrecarga de trabalho pode se materializar em piora na assistência. De acordo com informações, a direção do hospital está adotando o regulamento da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), que define que um enfermeiro deve se responsabilizar por 10 pacientes, proporção questionada pela enfermagem. Para os enfermeiros, o número máximo de pacientes por profissional seria de cinco pacientes e o ideal seria de três a quatro pacientes.

Enfermeiros residentes iniciaram greve nesta sexta

Para minimizar o problema, a direção propôs mudar a forma de treinamento dos enfermeiros residentes os quais passariam a assistir diretamente parte dos pacientes. Entretanto, os residentes se recusam a treinar nesta condição alegando desvirtuamento do propósito da residência, a qual passaria de uma atividade de aprendizagem para uma simples substituição de mão de obra. Afirmam ainda que os enfermeiros não teriam como supervisioná-los dada a sobrecarga de trabalho e a falta de qualificação de alguns profissionais para atuarem como preceptor. Por isso, os residentes iniciaram nesta sexta-feira (1) uma paralisação, cobrando do hospital mais atenção ao caso.

Problema sistêmico

Para o diretor do Sindimed e plantonista da UTI do HGRS, Luiz Américo, o problema está na gestão de recursos humanos da SESAB. "A política de recursos humanos da secretaria é um desatre. Os problemas são generalizados, seja com o médico, seja com o enfermeiro, seja na emergência, seja na UTI. Falta planejamento, falta competência. O deficit na enfermagem da UTI é antigo. O estágio atual se deve ao fim de contratos REDA e a transferência de alguns enfermeiros para outras unidades associados a inação dos gestores".

O médico alerta ainda para a gravidade da situação. "Os pacientes da UTI do Roberto Santos são complexos e graves, requerendo uma assistência diferenciada. Manter o número de enfermeiros como foi proposto pela direção significa colocar a vida dos pacientes em risco".
Fonte : Sindimed-BA



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