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MG: mães protestam na internet contra o fim do atendimento à crianças em hospitais


Foto: Divulgação/Internet
MG: mães protestam na internet contra o fim do atendimento à crianças em hospitais



26/03/2013
Elas usavam o Facebook para trocar figurinhas sobre a maternidade na página do grupo Padecendo no Paraíso. Agora, acessam a rede social para protestar contra o fim do atendimento pediátrico em diversos hospitais da cidade. E andam fazendo tanto barulho que conseguiram levar o Vila da Serra, em Nova Lima, a adiar a decisão de não mais receber crianças no seu pronto-socorro.

"A notícia do fechamento no Vila da Serra nos fez arregaçar as mangas", conta a arquiteta Isabela Soares da Cunha, uma das idealizadoras do grupo de mães que começou em um encontro com trinta amigas e, na semana passada, tinha quase 3 000 integrantes.

Cerca de 2 000 delas endossaram o abaixo-assinado virtual contra a suspensão do serviço no Vila da Serra, no início do mês. O movimento chamou a atenção da Assembleia Legislativa, que convocou uma audiência pública para o próximo dia 3.

A ideia é reunir administradores de hospitais e de planos de saúde para discutir o problema que assusta os pais: nos últimos cinco anos, dezenove centros médicos da região metropolitana desativaram o pronto-socorro pediátrico, total ou parcialmente, alegando baixa rentabilidade - um atendimento sai por 50 reais, em média. Cada hospital que fecha contribui para que os outros fiquem ainda mais sobrecarregados, obrigando os pacientes a enfrentar longas filas.

Só no Vila da Serra, 4 000 crianças deixarão de ser atendidas a cada mês se o serviço for mesmo suspenso. "Os outros hospitais não conseguirão assumir essa demanda, o que me deixa muito preocupada", diz a terapeuta ocupacional Letícia Di Mambro, mãe de Maria Teresa, de 5 anos, e João Pedro, de 3 meses, que já ficou três horas na fila.

"Na Zona Sul, onde moro, não sobrou uma boa opção que aceite meu plano." A decisão do hospital nova-limense só será anunciada em maio. Graças à pressão das mães do Padecendo no Paraíso, a direção resolveu prorrogar por mais sessenta dias as negociações com os planos, como última tentativa de obter melhoras na tabela de preços. De acordo com a Sociedade Mineira de Pediatria (SMP), apenas oito hospitais privados da cidade ainda mantêm consultas de emergência para crianças: Associação Beneficente da Criança, Mater Dei, Padre Anchieta, São Camilo, São Lucas, Semper, Unimed-BH e, por enquanto, o Vila da Serra.

"Criança não dá lucro, ao contrário dos serviços de alta complexidade e das internações", resume o pediatra Paulo Eustáquio Pinto, diretor do Sindicato dos Mé¬-dicos de Minas Gerais. Segundo ele, o problema atinge também os consultórios. Muitos profissionais estão deixando de atender pelos convênios médicos. "As operadoras precisam arquitetar um novo modelo de remuneração", afirma o diretor.

Entre os recém-formados, é cada vez menor o interesse pela especialidade. De acordo com dados da SMP, entre 2010 e 2011 o número de candidatos à titulação em pediatria caiu 50,6%. Além de reclamarem da baixa remuneração, os novos profissionais andam pouco dispostos a enfrentar as peculiaridades do ofício - consultas mais demoradas e a possibilidade de eles serem chamados a qualquer hora do dia ou da noite pelos pais de seus pequenos clientes.

Com a falta de pediatras na praça, fica mais difícil ter uma consulta de rotina. "Os hospitais acabam recebendo também aqueles que não conseguiram agendar um horário em um consultório", afirma a presidente da Sociedade Mineira de Pediatria, Raquel dos Reis.

Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), não há norma que obrigue hospitais a manter esse ou aquele tipo de atendimento. A negociação é com as operadoras dos planos. Se a rede conveniada diminui a cada dia, os clientes devem denunciar a operadora à agência reguladora.

Mães como as do grupo Padecendo no Paraíso cansaram-se de reclamar. O que cobram é solução: um pediatra para atender seus filhos quando precisarem.
Fonte : Sinmed-MG



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