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GO: planos de saúde param e 850 mil usuários ficam sem atendimento


Foto: Divulgação/Internet
GO: planos de saúde param e 850 mil usuários ficam sem atendimento
No dia 25, o paciente terá que recorrer à seguradora, se sentir prejudicado.


24/04/2013
Cerca de 850 mil usuários de planos de saúde não poderão realizar consultas em clínicas e hospitais de Goiás. A paralisação será no dia 25, por 24 horas, e acontecerá em todo o Brasil. Conhecido como Dia Nacional de Alerta aos Planos de Saúde, esta é a quinta vez que há uma mobilização dos médicos no Estado. Dentre as reivindicações, estão o reajuste do valor das consultas. Com o tema Com a saúde não se brinca, somente casos de urgência e emergência serão atendidos.

Os atendimentos serão suspensos em 12 operadoras: Fundação Itaú; Gama Saúde; Golden Cross; Instituto Municipal de Assistência aos Servidores (Imas); Instituto de Assistência dos Servidores Públicos do Estado de Goiás (Ipasgo); Promed; Plamed; Caixa de Assistência dos Empregados da Sanego (Caesan); Petrobrás; Fundação Assistencial dos Servidores do Incra (Fassincra); Fundo de Saúde do Exército (Fusex). O presidente do Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego), Salomão Rodrigues diz que é irrisório valor que os médicos recebem. “Fazer uma consulta inferior a R$ 60 é um valor pequeno devido ao trabalho nobre que um médico executa”, afirma.

Reivindicações

É comum, os pacientes acharem que certos procedimentos como cirurgias, exames, internações, não são realizados devido má vontade do médico. O que não é verdade. “O prejuízo causado ao paciente é causada pela operadora, quando a mesma interfere na autonomia do médico, ao recusar um pedido”, diz Salomão. Para o Rui Gilberto, presidente Associação Médica de Goiás, essa situação tem que mudar. “Os nossos pedidos não podem ser negados pelas operadoras, pelo simples fato de cortar custos”, diz.

As reivindicações estão direcionadas a reajuste de consulta médica para 101,73, reajuste de procedimentos médicos com base na Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) e um novo tipo de contrato entre médicos e operadoras. Para Leonardo Reis, presidente do Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego), há muitos planos de saúde que cobram caro dos clientes e o valor não é repassado para os médicos proporcionalmente. “Não queremos prejudicar a população. Estamos apenas lutando pelos direitos da nossa categoria.”

Reclamações

Segundo dados do Procon, no ano passado foram registrados 795 reclamações. Até o dia 22 de abril deste ano, já são 98. E as causas são as mais diversas. Eliane Auxiliadora, funcionária pública e filha do casal Itací e Antônio, relata como é a prestação de serviços e atendimento do Ipasgo. “Constantemente meus pais necessitam realizar uma consulta. Não somos insatisfeitos com o plano, mas há demora em conseguir vaga nas clínicas”. Para resolver este problema, ela diz que algumas clínicas fazem uma proposta. “Se pagarmos metade da consulta, conseguimos um atendimento mais rápido”, afirma.

Mesmo com alguns problemas, Eliane diz estar satisfeita com o plano. “Sempre quando os meus pais precisaram, eles conseguiram internar e fizeram exames, que muitas vezes são caros.”, ressalta. Por conhecer os serviços, Eliane optou por outro plano de saúde, a Unimed. “Não há dificuldade em marcar consulta, mas o valor é alto. Pago, já que nunca sei quando vou ficar doente”, diz.

Consequência

No dia 25, o paciente terá que recorrer à seguradora, se sentir prejudicado. É o que explica Salomão. “A lei diz que os planos de saúde têm que garantir o atendimento e não o médico. O profissional mantém o compromisso com o paciente, mas as seguradoras devem melhorar seu relacionamento conosco, para avançarmos”, diz.
Sobre o posicionamento das operadoras, apenas a Imas se manifestou até o fechamento do DM. “Desde o início do ano, estão sendo tomadas ações visando restabelecer a harmonia na relação entre o Instituto e os prestadores de serviços como a negociação de dívidas em atraso, com pagamentos já iniciados neste mês de abril”.

Após o dia de mobilização, o Cremego espera que as operadoras voltem a negociar. “O próximo passo é buscar sensibilizar as operadoras da nobreza do trabalho do médico, para atender adequadamente seus clientes”, diz Salomão. Posteriormente, caberá ao médico decidir se continuar ou não atendendo os planos.
Fonte : SIMEGO com informações do jornal Diário da Manhã



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