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MG: prefeitura de B.H. não negocia com médicos, mas publica nota com informações equivocadas


Foto: Divulgação/Internet
MG: prefeitura de B.H. não negocia com médicos, mas publica nota com informações equivocadas
No documento, o sindicato destaca que, ao invés de buscar soluções para a Saúde em Belo Horizonte, a atual gestão faz ameaças na tentativa de intimidação e submissão.


24/04/2013
Sem negociar com o Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG) as reivindicações em defesa de melhorias nas condições de trabalho dos profissionais e na estrutura da saúde na capital, a Prefeitura de Belo Horizonte publica nota de esclarecimento, no Diário Oficial do Município (DOM) de 19 de abril, com informações equivocadas acerca do movimento da categoria e da situação da Saúde.

Indignado com a falta de diálogo franco, as inverdades por parte dos gestores e o caos na Saúde em Belo Horizonte, o Sinmed-MG enviou ontem, 23 de abril, um ofício à Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria Municipal de Planejamento e Prefeitura de Belo Horizonte rebatendo as informações divulgadas na referida nota.

No documento, o sindicato destaca que, ao invés de buscar soluções para a Saúde em Belo Horizonte, a atual gestão faz ameaças na tentativa de intimidação e submissão. Além disso, o Sinmed-MG explica que a situação da Sáude não está tão boa quanto a Prefeitura tenta divulgar à imprensa e à sociedade; pelo contrário, está cada vez mais comprometendo a assistência da população:

“Certamente, a Prefeitura de Belo Horizonte não vem negociando. Pior, ela mesmo tem comprometido a assistência ao atendimento médico da população, na medida em que não vem garantindo a presença dos profissionais médicos nas unidades que ela mesmo propôs a manter. Escalas de urgências incompletas mais que um desrespeito a população é, por parte da Prefeitura, uma omissão grave de socorro a comunidade. A falta de médicos nas unidades nos parece uma falha muito grave à legislação, principalmente partindo de quem tem o dever de cuidar de seus cidadãos. Esse modelo de Gestão da Saúde de nossa cidade é que tem gerado graves prejuízos aos belohorizontinos, como exemplo, o caos que a Dengue tem provocado no município”.

O Sinmed-MG destaca também que neste momento, em que a Saúde de Belo Horizonte está comprometida, principalmente com a epidemia de dengue, a preocupação da entidade é que a falta de negociação e de melhorias nas condições de trabalho continue desestimulando os médicos. Para se ter uma idéia, mais de 70% dos aprovados no último concurso público da Prefeitura, não tomaram posse pois se negam a trabalhar em unidades de saúde que não ofereçam uma estrutura adequada para a população e os profissionais. No documento enviado pelo sindicato, esse fator é evidente:

“Em varias unidades de urgências, as escalas estão incompletas, com falta de profissionais médicos, principalmente pediatras. Nas unidades básicas de saúde, aproximadamente 50 equipes não dispõem de médicos. Considerando que na média cada equipe chega a se responsabilizar por mais de cinco mil pessoas, temos hoje mais de 250.000 pessoas em Belo Horizonte sem a assistência prometida pela própria Prefeitura”.

Leia aqui o documento protocolado pelo Sinmed-MG ontem, dia 23 de abril .

Categoria também mantém movimento reivindicatório e faz paralisação de 24 horas,no dia 30/4

Diante da falta de diálogo franco com a categoria médica, da urgência em evidenciar e mudar o cenário da saúde pública de Belo Horizonte, os médicos deliberaram, na última assembleia do dia 18 de abril, por realizar uma paralisação de 24 horas, em 30 de abril (3ª feira), a partir das 7 horas da manhã até as 7h de quarta-feira, 1º de maio. Neste período, só serão atendidas as urgências e emergências.

Atualmente, cerca de 2.800 médicos atuam na rede pública de saúde de Belo Horizonte, o que inclui, entre outros: 147 Centros de Saúde, com 523 equipes do Programa de Saúde da Família; 8 Unidades de Pronto Atendimento (UPAS); 9 centros de especialidades médicas, 4 Unidades de Referência Secundária (URS) - antes chamadas de PAM (Pronto Atendimento Médico) e o Hospital Municipal Odilon Behrens.
Fonte : Sinmed-MG



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