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PR: sindicato é contra a importação ilegal de médicos



08/05/2013
A Diretoria do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná recebe com preocupação a notícia de que o governo federal irá firmar um acordo para que seis mil médicos cubanos venham trabalhar no Brasil. Para os dirigentes do SIMEPAR, a justificativa que o Brasil sofre de déficit de profissionais de medicina é falaciosa. O problema está na distribuição dos profissionais que se concentram nas grandes cidades por falta de estrutura e de incentivo para trabalhar no interior.

O SIMEPAR entende as dificuldades por que passam as prefeituras para a contratação de um número adequado de médicos e demais profissionais da saúde. Mas a solução para as prefeituras não virá através de médicos estrangeiros, alheios à realidade brasileira, sem o devido preparo para atender nossa população.

Por isso o Sindicato defende a carreira de estado para os Médicos do SUS nos moldes das carreiras dos procuradores e juízes, como solução para levar profissionais a trabalharem nos locais mais carentes e longínquos.

Trazer médicos estrangeiros, ou brasileiros formados no exterior, para trabalhar no Brasil sem a devida revalidação dos diplomas é inconstitucional, e põe em risco a saúde da população. Os médicos estrangeiros ou brasileiros formados no exterior que quiserem trabalhar no Brasil devem submeter-se às regras de validação de diplomas vigentes.

Segundo matéria do Jornal Gazeta do Povo, "no ano passado, 182 profissionais que estudaram em faculdades cubanas se inscreveram para revalidar seus diplomas no Brasil, e apenas 20 foram aprovados, algo em torno de 11%. Em 2011, dos 140 inscritos, apenas 15 passaram. O total de médicos com diplomas estrangeiros inscritos para a revalidação em 2012 foi de 884, dos quais 77 foram autorizados a atuar no país." Para completar, grande parte dos médicos que revalidam seus diplomas não se fixam no interior e acabam buscando trabalho nos grandes centros.

Em nota conjunta do SIMEPAR, CRM PR e AMP, publicada por ocasião do dia mundial da saúde, as entidades afirmaram sobre a "Importação de Médicos: O número de profissionais em atuação no Brasil não é insuficiente, conforme alega o governo. Autorizar médicos formados no exterior a exercer a Medicina no país sem a devida avaliação de seus conhecimentos e habilidades técnicas coloca em risco a qualidade da assistência à saúde. As entidades defendem a manutenção do Revalida como forma de regulamentar o trabalho de médicos formados no exterior, respeitando a dignidade da classe e da população."

A simples inserção de médicos em áreas carentes não resolve a falta de assistência à população. O serviço de saúde precisa de equipe multidisciplinar e de estrutura para que o atendimento seja prestado.

Os problemas enfrentados pelo Sistema Único de Saúde só serão resolvidos com financiamento adequado, com a aplicação de pelo menos 10% da receita bruta da União como propõe o movimento Saúde+10 composto por diversas entidades do movimento social organizado.
Fonte : SIMEPAR



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