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Revalida, SIM reaquece movimento e terá manifestação em Brasília


Foto: Internet
Revalida, SIM reaquece movimento e terá manifestação em Brasília
Estudantes farão manifestação em Brasília neste sábado (25).


20/05/2013
Desde que o governo anunciou a intenção de trazer médicos estrangeiros para atuar em regiões remotas, sem a necessidade de revalidar diplomas, alguns movimentos contrários começaram a aparecer na Internet. Um deles, o REVALIDA, SIM!, saiu das redes sociais e ganhou as ruas. Já programaram para 25 de maio uma grande manifestação em Brasília (DF).

Leia a seguir uma entrevista com Juracy Barbosa dos Santos, acadêmico do 5º ano de Medicina Faculdade de Medicina do Planalto Central (FAMEPLAC) de Brasília, que é um dos organizadores do movimento.

Como começou o movimento REVALIDA, SIM?

O Movimento Revalida, Sim! surgiu da indignação de médicos, residentes e estudantes de medicina com o anúncio das intenções do governo federal de importar médicos estrangeiros, especificamente neste caso os cubanos, sem a devida revalidação de diplomas, nos moldes do exame nacional de revalidação de diplomas estrangeiros (REVALIDA).

Fala-se muito em ativismo de sofá ou webativismo da geração Y. Por isso, muitas pessoas que atuam na militância das entidades médicas nacionais há anos ficaram surpresas com a força e a organização do movimento. O que motivou você a para participar dessa iniciativa?

Acredito que com o movimento REVALIDA, SIM! derrubamos de vez a barreira que existia entre os estudantes de medicina e os assuntos político-médicos, ceifando de vez o webativismo moroso. O que antes era uma indignação vista apenas na web tomou corpo, ganhou as ruas. Os estudantes perceberam que manifestações virtuais não atingem seus fins ou alertam a população sobre o real perigo que esse duro golpe do governo pode trazer para a saúde do país. Os estudantes de hoje serão os médicos de amanhã e como agentes protagonistas e transformadores desse sistema tem sim o seu papel de luta. A minha motivação particular para participar deste movimento é o meu próprio espírito de lutar pelo que está errado. Sou totalmente apartidário, porém, absolutamente politizado sobre assuntos que dizem respeito à medicina e à saúde como um todo. Acredito veementemente que todo estudante deva carregar esse espírito consigo. Além da formação científica, devemos sim ter uma bagagem político-médica para que possamos ampliar nossa visão sobre a saúde como um todo.

Quem está participando?

Médicos, estudantes de medicina, residentes e até mesmo alunos de cursinhos específicos para medicina.

Quais as ações já programadas?

Diversas mobilizações nacionais já ocorrem Brasil a fora. Começou no Amazonas, seguiu pela Paraíba, Rio Grande do Sul e, recentemente, Brasília. Outros estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará já se articulam para levar o REVALIDA, SIM! para as ruas.

Quantas pessoas são esperadas na manifestação do dia 25 de maio?

Número exato é difícil precisar devido ao enorme contingente de pessoas que a cada dia adere ao movimento.

Qual sua expectativa sobre esse movimento?

A melhor possível. Jamais em toda a minha vida acadêmica de participação em assuntos político-médicos vi algo parecido. Todos cobrando respostas e se apresentando para ações de participação. O médico se cansou dos duros golpes que recebe do sistema de saúde público. Os residentes e estudantes, próximos da fila, não estão dispostos a pagar a conta das desastrosas ações do ministro da saúde Alexandre Padilha, amparado pela presidenta Dilma Rousseff e pelas ideologias de seu partido político.

Há algum plano de manter essa rede ativa para debater outras questões como o número insuficiente de vagas na residência?

Esperamos que desse momento ímpar possamos criar a maior rede de participação médico - acadêmica do país, que seja seriamente comprometida com a saúde, que agregue de maneira sólida, rápida e eficaz ao movimento médico a verdadeira opinião do meio acadêmico brasileiro, somando nossos esforços na luta pela promoção e garantia de saúde pública de qualidade à população brasileira. Nós, acadêmicos, esperamos o apoio das entidades médicas nesse sentido de organização. Diversos projetos, modelos na minha opinião, já vigoram no país, porém de maneira isolada, atuando de maneira regional, como o Núcleo Acadêmico Simers em Porto Alegre e o núcleo acadêmico da APM em São Paulo. Chegou a hora de unirmos nossos esforços.
Fonte : AMB



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