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BA: sindicato repudia importação de médicos anunciada por Dilma



24/06/2013
Em resposta às manifestações que se alastraram pelo País, Dilma voltou a anunciar proposta de trazer milhares de médicos estrangeiros para trabalhar no Brasil.

O pronunciamento da presidente Dilma Roussef, na noite desta sexta (21), tratou a saúde com simplismo inaceitável, beirando o cinismo. Dizer que vai resolver o problema da desassistência com importação de milhares de médicos chega a ser uma afronta à inteligência do povo brasileiro, especialmente neste grave momento que vivemos.

O Sindimed repudia a proposta de importação de médicos feita pela presidente em cadeia nacional. Trata-se de uma medida populista que não contribuirá para resolver os problemas do sistema de saúde brasileiro. Definitivamente a culpa pelo atendimento precário no SUS não pode ser creditado a uma suposta falta de médicos.

O pronunciamento presidencial passou ao largo das grandes questões da saúde pública como o financiamento insuficiente e a falta de carreira para os profissionais do SUS. Sobre os hospitais sucateados, salários aviltantes e condições indignas de trabalho, a presidente nada disse. Neste momento em que a sociedade clama e espera por mudanças profundas, o governo perdeu uma singular oportunidade de avançar no fortalecimento do SUS.

Mais problemas

Importação de médicos não é solução para nada, pelo contrário, é mais um problema, porque não há definição sobre os critérios de avaliação da qualificação desses profissionais, nem se sabe que tipo de remuneração ou vínculo trabalhista seria utilizado. Vale dizer que para trabalhar no serviço público, a Lei determina concurso público e não os arremedos de contratos que aí estão.

Dê aos médicos brasileiros a condição ideal de fazer carreira de estado, com plano de cargos, salários e progressão, a exemplo da carreira do Judiciário, e certamente não faltarão médicos brasileiros a ocuparem os postos em todas as localidades do País.

Dilma falou sobre a destinação de 100% dos recursos arrecadados com o petróleo para financiar a educação, mas nada disse sobre de onde viriam os recursos para a saúde. Enfim, não deu resposta alguma para o clamor popular das ruas no que se refere à saúde pública neste País.
Fonte : Sindmed/BA



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