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BA: médicos ocupam as ruas de Salvador


Foto: Sindimed-BA
BA: médicos ocupam as ruas de Salvador
Mais de dois mil médicos caminharam pelas ruas centrais da cidade exibindo faixas e cartazes que denunciaram publicamente o estado de precariedade em que a categoria trabalha.


04/07/2013
O centro das manifestações era o repúdio à importação de médicos estrangeiros sem os critérios estabelecidos do Revalida (programa criado para avaliar o conhecimento e validar o diploma obtido fora do Brasil). Mas os médicos baianos foram muito além, exigindo melhores condições de trabalho e salário, carreira médica para todos os vínculos trabalhistas, fim das terceirizações e de todos os contratos precários, e aprovação imediata da Lei do Ato Médico.

Depois da concentração na Praça do Campo Grande, mais de dois mil médicos caminharam pelas ruas centrais da cidade exibindo faixas e cartazes que denunciaram publicamente o estado de precariedade em que a categoria trabalha. Pela primeira vez na história, a Praça Castro Álves foi coberta por um tapete branco que não eram os Filhos de Ghandi.

Para o presidente do Sindimed, Francisco Magalhães, "os médicos vem construindo um processo histórico de mobilização, que já colhe os primeiros resultados, a exemplo do Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos, assinado pelo Governo do Estado na manhã desta quarta-feira", Magalhães completou seu pronunciamento aos manifestantes ressaltando que a chave das mudanças é a mobilização.

Outra liderança do movimento médico, o presidente da ABM, Antonio Carlos Vieira Lopes, reivindicando a condição de decano na medicina, fez questão de registrar sua satisfação em presenciar a participar do momento histórico em que se converteu a manifestação. Lopes foi acompanhado nesse sentimento de regozijo pelo presidente do Cremeb, Abelardo Meneses, que em seu pronunciamento denunciou o caráter eleitoreiro da proposta de importação de médicos estrangeiros.

Encontro de gerações

Do alto de seus 78 anos, "com muito orgulho" - como faz questão de frisar -, o Dr. Almerio Machado acompanhou a caminhada afirmando que o fez não apenas pelo prazer de ver a mobilização nas ruas, mas como dever de um decano. "Sofro juntamente com os médicos da Bahia e de todo o País, e me revolta essa proposta de importação de médicos nos moldes em que se apresenta, porque não trará benefícios à população. Não se pode compactuar com uma medicina de segunda para o povo", afirmou Machado, ressaltando, porém, que este movimento nacional da categoria fará recuar a proposta.

Na mesma linha de raciocínio, apesar dos anos de experiência que a separam do decano Dr. Almerio, a estudante do quarto semestre de medicina da Escola Bahiana, Mylla Carneiro, de apenas 22 anos, empunhou (junto com mais sete amigas) uma faixa durante toda a caminhada onde se lia "Carreira de Estado já - PEC 454". A futura Dra. Mylla disse que iria trabalhar nas cidades do interior sem problema caso lhe fosse garantido um Plano de Carreira e condições de trabalho. Adepta das redes sociais da internet, a estudante afirmou: "estou na rua, porque acredito que podemos transformar a saúde do nosso País"!
Fonte : SINDIMED-BA



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