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Balanço: pelo menos 16 estados paralisaram o atendimento nesta terça-feira


Foto: SIMEPAR
Balanço: pelo menos 16 estados paralisaram o atendimento nesta terça-feira
Manifestação nesta terça-feira (23) nas ruas de Curitiba - PR.


24/07/2013
Pelo menos 16 estados aderiram à deliberação de paralisação da Federação Nacional dos Médicos (FENAM) nesta terça-feira (23). Foi constatado em todo o Brasil algum tipo de manifestação, mostrando a revolta da categoria médica com as últimas medidas do governo federal. A luta do movimento é pela derrubada da MP 621/2013, a qual institui o Programa Mais Médicos, e dos vetos à Lei que regulamenta a medicina.

"Na nossa avaliação foi extremamente positivo o dia de ontem. A mobilização da categoria médica corresponde às expectativas. Hoje, temos uma amplitude nacional que atinge todas as bases sindicais", destacou o presidente da entidade, Geraldo Ferreira.

Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, São Paulo e Sergipe chegaram a paralisar. Está confirmada maior adesão à suspensão do atendimento para os dias 30 e 31 de julho, seguindo o calendário de greve da FENAM. Os serviços de urgência e emergência são sempre mantidos.

Nesta quinta-feira (25), haverá uma reunião entre os presidentes das entidades médicas nacionais (FENAM, CFM e AMB) para avaliar o movimento e programar os próximos passos. A Federação, que representa 53 sindicatos, já adianta que se as reivindicações não tiverem avanços após análise no dia 10 de agosto, decretará greve geral por tempo indeterminado.

Confira ao restante do calendário:

Julho
Dia 30: Greve
Dia 31: Greve e assembleias estaduais

Agosto
Dia 8: Audiência pública no Congresso e realização do Encontro Nacional das Entidades Médicas (Enem) – Marcha dos Médicos à Brasília.
Dia 9: Realização do Encontro Nacional das Entidades Médicas (Enem)
Dia 10: Encontro Nacional das Entidades Médicas (Enem)

Veja o que aconteceu nos estados abaixo. Com informações dos sindicatos:

ACRE:

Quase 70% dos médicos do Estado aderiram à greve deflagrada na manhã desta terça-feira, chegando a interromper as consultas do maior hospital do Acre, o Hospital das Clínicas. A categoria realizará na manhã desta quarta-feira uma visita ao Educandário Santa Margarida, entidade filantrópica que cuida de crianças abandonadas, com o objetivo fazer atendimentos.
A mobilização mantem em funcionamento apenas os serviços de urgência e emergência, além de garantir a realização das cirurgias de pacientes com câncer.

ALAGOAS:

Os médicos das redes municipal e estadual de saúde em Maceió (AL) aderiram em massa à greve de 24 horas, convocada pelas entidades médicas alagoanas. Ambulatórios 24 horas e postos de saúde onde atuam as equipes do PSF ficaram sem médicos e suspenderam consultas e exames. Vestindo jalecos pretos, um grupo de grevistas atendeu ao chamamento do Sindicato dos Médicos e se concentrou, desde as primeiras horas da manhã, na sede da entidade.

No local, foi servido um café da manhã aos grevistas e à imprensa, convocada para uma entrevista coletiva que teve como pauta os motivos dos protestos dos médicos em todo o país e as estratégias de luta das entidades médicas nacionais para combater as medidas anunciadas pelo governo federal, que ferem direitos e prejudicam a classe médica. No final da tarde, a diretoria do Sinmed se reuniu e avaliou o resultado da greve como positivo.

AMAZONAS:

O Sindicato dos Médicos do Amazonas é a única entidade legal da categoria médica que pode deflagrar a greve nos dias 23, 30 e 31 de julho. Todos os médicos foram convocados, da rede municipal, estadual e os com vínculo federal, que prestam serviços no Amazonas, para aderirem ao movimento e participarem da agenda grevista.


BAHIA:

Não é carnaval, nem foi no circuito oficial, mas o frevo Chame Gente bem que podia ser tocado com vontade, porque as avenidas Tancredo Neves e Magalhães Neto, na região do Iguatemi, ficaram tingidas de branco na tarde desta terça, 23 de julho, quando médicos e estudantes de medicina foram para as ruas protestar contra as medidas autoritárias, demagógicas e eleitoreiras que o governo Dilma tenta impor à sociedade brasileira.

Mais de dois mil manifestantes, com faixas, cartazes, apitos e muita energia mostraram que a categoria médica está na luta com ânimo e vontade - sempre de forma democrática, ordeira e pacífica -, para impor um recuo o programa Mais Médicos, lançado pelo governo federal através da Medida Provisória (MP) 621, de 8 de julho deste ano.

CEARÁ:

Os médicos cearenses seguiram a paralisação nacional e pararam as atividades nesta terça-feira, 23 de julho. Durante toda a manhã, a diretoria do Sindicato dos Médicos do Estado do Ceará realizou um café da manhã com entidades médicas do Ceará, diretores dos Centros Acadêmicos das faculdades de medicina, coordenadores dos cursos de medicina do Ceará, representantes dos médicos residentes, deputados e vereadores para discutir as medidas tomadas pelo Governo Federal na área da saúde.

Pela tarde, médicos se concentraram no Terminal de ônibus do Papicu para mostrar fotos da realidade enfrentada por eles no dia a dia nos postos de saúde e de hospitais. "O objetivo é conscientizar a população que não temos culpa pelas desconforto das estruturas físicas das unidades de saúde, pela falta de medicamentos, de leitos e de leitos de UTI, pelas longas filas de espera por consultas especializadas na rede SUS etc", destaca a médica, Mayra Pinheiro. No terminal, além de conversar muito com os passantes, a categoria distribuiu a nota oficial feita pelas entidades médicas, que foi publicada nos jornais.

DISTRITO FEDERAL:

Os médicos da rede pública e suplementar usaram luto: roupas, tarjas ou laços pretos. Na operação padrão desta terça-feira (23) o atendimento foi feito estritamente dentro dos protocolos, dando-se ao paciente toda a atenção e tempo necessário para a satisfação de sua necessidade médica. Nos dias 30 e 31 não serão realizadas consultas e cirurgias eletivas. Os atendimentos de emergência e urgência serão mantidos.

GOIÁS:

O presidente em exercício do Sindicado dos Médicos de Goiás (Simego), Rafael Cardoso Martinez, e os presidentes do Conselho Regional de Medicina (Cremego), Salomão Rodrigues Filho e da Associação Médica de Goiás (AMG), Rui Gilberto Ferreira, entidades que compõem o Comitê das Entidades Médicas de Goiás (Cemeg), concederam entrevista coletiva nesta terça, 23, às 10 horas, no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás, para falar sobre a paralisação da categoria. Foram mantidos os atendimentos de urgência e emergência, as evoluções de pacientes internados, plantões de UTI, plantões de regulação de urgência e transplantes. Seguindo o cronograma nacional de mobilização da categoria os médicos farão novas manifestações e paralisações nos dias 30 e 31 de julho.

MARANHÃO:

Médicos participam de mobilização em São Luís contra o governo federal. Manifestação foi realizada em frente à Biblioteca Benedito Leite, na Praça do Pantheon, no Centro.

MATO GROSSO:

As entidades médicas do estado de Mato Grosso(AM-MT, CRM-MT E SINDIMED-MT) fizeram assembleia geral extraordinária nesta terça-feira (23) na parte da tarde, na sede do CRM-MT, para discutir e deliberar sobre a pauta do movimento. Dentre os principais itens, está a greve dos dias 30 e 31 de julho.

MATO GROSSO DO SUL:

Aproximadamente 400 manifestantes, entre médicos e acadêmicos saíram nesta terça-feira, às ruas de Campo Grande, para protestar contra às medidas descabidas anunciadas pelo governo Federal. O grupo organizado pelas entidades médicas de Mato Grosso do Sul: Sinmed-MS, AMMS e Academia de Medicina, paralisou o atendimento ambulatorial na rede pública e privada para se concentrar na praça Ary Coelho, e sair em passeata até a prefeitura municipal, onde foi cantado o hino nacional e pedido apoio ao prefeito para a categoria.

MINAS GERAIS:

Cerca de 250 médicos participaram, nesta terça-feira, dia 23 de julho, do ato público e paralisação de um dia em protesto contra as ações do Governo Federal. O ato e a paralisação foram deliberações da categoria médica, em assembleia realizada no dia 15 de julho na Associação Médica de Minas Gerais.
A manifestação aconteceu em frente à Faculdade de Medicina, na av. Alfredo Balena, com ampla cobertura da imprensa. Estiveram presentes todas as emissoras de televisão, rádios e jornais da capital mineira.

PARÁ:

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná informou aos médicos que, em relação à paralisação nacional, aqueles que aderiram ao movimento, informassem a seus empregadores que se trata de um movimento de âmbito nacional, inerente ao direito de greve e liberdade de expressão e que, em assim sendo, nenhum empregador, seja público ou privado, poderá adotar qualquer medida de represália à categoria. Os médicos que não trabalharam no dia da paralisação não poderão ser punidos e não poderão sofrer qualquer tipo de sanção, como demissão etc. A Comissão de Negociação, constituída, dentre outras entidades, pelo SIMEPAR, fica à disposição para sanar quaisquer dúvidas.


PARAÍBA:

A mobilização no dia 23 em João Pessoa e na Paraíba atingiu tanto o setor privado como público (clínicas, consultórios e hospitais privados). Através de uma boa divulgação nas redes sociais, assim como ocupando todos os espaços possíveis na mídia que fez uma boa cobertura na avaliação da comissão responsável e das entidades médicas. O trabalho atingiu a expectativa da categoria local e atingiu 80% dos serviços, garantindo apenas os serviços de urgência e emergência. As lideranças já preparam a próxima paralisação para os dias 30 e 31 de Julho.
Após a assembleia no CRM com mais de 230 médicos, foi decidido como atividade de greve, ir para HU/UFPB participar de debate onde seria decido pela comunidade se a universidade iria aderir ao "Mais Médicos" como instituição supervisora e chancelar os médicos estrangeiros. Com a atuação dos médicos e estudantes, que foram voz contrária quase que por unanimidade (quatro votos a favor do SIM), cerca de 300 pessoas que ocuparam o auditório disseram não à medida do governo.

PARANÁ:

Os médicos do Paraná aderiram ao dia nacional de paralisação em defesa da medicina realizado nesta terça-feira, dia 23 de julho, com forte adesão por todo o Estado. O dia começou gelado em todo o Estado e flocos de neve foram registrados em frente a Sede da Associação Médica do Paraná em Curitiba (foto), que foi o local de concentração dos médicos antes das manifestações. Após se reunirem em assembleia e discutirem os detalhes da mobilização, os médicos se dividiram em grupos e foram panfletar em frente dos principais hospitais da capital.
No fim da tarde, os médicos voltaram a se reunir num dos principais cruzamentos da cidade (entre as avenidas Marechal Floriano Peixoto e Marechal Deodoro da Fonseca) e por cerca de duas horas se manifestaram com faixas, e carro de som, e entregando panfletos aos passageiros dos carros e pedestres. As manifestações foram bem recebidas pela população.

PERNAMBUCO:

Na última Assembleia Geral Extraordinária (15/07), os médicos de Pernambuco decidiram: manter o estado de greve com paralisações dos serviços eletivos públicos e privados, nos dias 23, 30 e 31 de julho, resguardando os atendimentos das emergências, urgências, quimioterapia, radioterapia, hemoterapia, hemodiálise e afins. Ontem (23/07), às 09h30, houve concentração, seguida de ato, em frente ao Hospital da Restauração, ocasião em que foi realizado "enterro simbólico" do Ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Rocha Santos Padilha.

PIAUÍ:

De 23/07 a 31/07 – Médicos devem trabalhar tanto em vínculo privado como público usando o adesivo "Orgulho de ser médico!" e entregarão aos pacientes a "Carta Verdade" elaborada pelas Entidades Médicas, relatando a verdade sobre o impasse entre médicos e o Governo Federal.

RIO DE JANEIRO:

Em virtude da visita do Papa Francisco ao Rio de Janeiro, os médicos vão participar de uma manifestação de apoio ao movimento dos alunos de medicina que ocupam a reitoria da Universidade Gama Filho. Ato está previsto para as 15h. As paralisações dos dias 30 e 31 estão mantidas.

RIO GRANDE DO NORTE:

A orientação para os médicos sindicalizados em Natal foi a paralisação de consultas e exames nas redes públicas e privadas, mantendo somente os casos de urgência e emergência.
O percurso da manifestação corresponde à passagem pela avenida Rio Branco e rua João Pessoa, saindo da rua Apodi, onde fica a sede do Sinmed, e contou com a participação de aproximadamente 300 médicos e estudantes de Medicina.

RIO GRANDE DO SUL:

As entidades médicas realizaram nova assembleia geral nesta terça-feira (23), às 19h, na AMRIGS (Av. Ipiranga, 5311, em Porto Alegre). Seguindo orientação das entidades nacionais (CFM, Fenam, AMB, ANMR), os médicos vão deliberar sobre o indicativo de paralisação nacional. Médicos e estudantes de Medicina avaliaram o movimento Médicos pela Saúde e definir novas ações da mobilização. A categoria está em estado de assembleia permanente.

SÃO PAULO

Os residentes dos principais hospitais, inclusive da Faculdade de Medicina do ABC, paralisaram suas atividades nesta terça-feira (23). Na parte da tarde, os médicos fizeram uma manifestação, em frente a Casa de Portugal (Localizada na Av. da Liberdade, 602, Bairro Liberdade), onde representantes do Ministério da Saúde falam com prefeitos sobre o Programa Mais Médicos.


SANTA CATARINA:

O Conselho Superior das Entidades Médicas de Santa Catarina (Cosemesc) confirma para o dia 31 de julho greve geral da categoria -exceto urgências/emergências e tratamentos que não possam ser interrompidos. A paralisação acompanha o movimento nacional.

Os médicos estão se organizando em várias cidades catarinenses e por enquanto, está confirmada a programação dos médicos da Grande Florianópolis, que terá manifestação entre as 10 e 14h na esquina democrática (Senadinho – Felipe Schmidt com Trajano), quando prometem um enterro simbólico dos ministros Padilha, Mercadante e Patriota. A greve será suspensa no dia 31 de julho após a assembleia, que inicia às 20h, na sede da Associação Catarinense de Medicina.

SERGIPE:

Os médicos do estado paralisaram nesta terça-feira. Apenas os serviços de Urgência e Emergência funcionaram com 30%, conforme a Lei para não causar a desassistência à população; porém a rede pública e privada estão sem atendimento. Conforme decisão em assembleia do dia 16 de julho, haverá mais duas paralisações neste mês. Dias 30 e 31, com uma nova assembleia já marcada para o último dia do mês de julho, na sede do Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed), às 8 horas.

Nesta tarde, às 15 horas, os médicos estiveram concentrados em frente ao maior hospital do Estado, o hospital João Alves, onde partiram em passeata - onde os participantes levaram caxões que representaram o enterro simbólico da presidente Dilma, do ministro Alexandre Padilha, das Fundações, Organizações Sociais, veto ao Ato Médico e a Medida Provisória 621 - à Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, onde deram um abraço simbólico. Estes dois pontos foram escolhidos para mostrar que mesmo tendo profissionais abnegados, as Unidades hospitalares passam por vários problemas; ou seja, o problema não está no profissional e sim no sistema.



Fonte : Fernanda Lisboa com informações dos sindicatos médicos



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