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Protesto dias 30 e 31: movimento médico tem maior adesão contra o governo


Foto: Simdimed/MT
Protesto dias 30 e 31: movimento médico tem maior adesão contra o governo



01/08/2013
Médicos de 21 estados e do Distrito Federal promoveram, nesta quarta-feira (31), paralisação e manifestações em protesto pela derrubada da Medida Provisória 621, a qual institui o Programa Mais Médicos. A paralisação dos profissionais, nas cinco regiões do país atendeu à convocação da Federação Nacional dos Médicos (FENAM) para que a categoria suspendesse as atividades na rede pública e privada, exceto nos serviços de urgência e emergência, desde terça-feira (30). A entidade tem representatividade de 53 sindicatos médicos de todo o Brasil.

A ação faz parte das diversas mobilizações que ocorrem desde o anúncio do programa do Ministério da Saúde. Entre os pontos de discordância apontados pela categoria estão a importação de médicos sem a revalidação de diplomas, mudanças no curso de graduação em medicina, como a obrigatoriedade de serviço civil no Sistema Único de Saúde (SUS) para os recém-formados, ausência de direitos trabalhistas para os médicos do programa e os vetos da presidenta Dilma Rousseff ao projeto do Ato Médico.

O presidente da FENAM, Geraldo Ferreira, participou da manifestação, em São Paulo, que parou a Avenida Paulista na tarde desta quarta-feira (31). Ele avaliou que as paralisações por todo o Brasil serviram para integrar o movimento nacional e que que a pressão da categoria já provocou um recuo tênue do governo em relação à ampliação do curso do medicina. "Agora a nossa expectativa é que o Congresso Nacional derrube a Medida Provisória 621 e os vetos da presidente Dilma Rousseff. A mobilização nacional é um recado muito forte da categoria médica às autoridades", destacou.

Confira abaixo as paralisações e mobilizações que ocorreram nos estados nos dias 30 e 31 de julho:

ACRE: Os médicos fizeram ato de mobilização e conscientização da população nos dias 30 e 31 com visitas as unidades de saúde e entrega de panfletos, mas houve greve de 23 a 26/07.

ALAGOAS: Não houve paralisação, mas a categoria se organizou para uma manifestação no próximo domingo (4), com concentração na praia de Ponta Verde, em Maceió. No local, os médicos de diversas especialidades farão atendimento gratuito à população.

AMAPÁ: No estado, a mobilização feita pelos médicos foi uma vistoria no atendimento prestado à população no Hospital de Emergências de Macapá. A visita constatou atendimento de pacientes no chão da UTI semi-intensiva da instituição, além de diversas irregularidades como superlotação e falta de equipamentos. A fiscalização foi registrada em vídeos e fotos, e o material foi cedido à imprensa local nesta quarta-feira (31). As imagens também serão enviadas para os Ministérios Públicos Federal e Estadual, juntamente com um relatório sobre a situação encontrada pelos profissionais nas duas unidades de saúde.

AMAZONAS: Durante o protesto realizado na manhã da terça-feira (30), em frente ao Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto e Instituto da Mulher Dona Lindu, os acompanhantes e pacientes internados na unidade de saúde apoiaram à manifestação estendendo tecidos nas janelas do hospital. Após ato público, a comitiva de médicos e residentes em greve seguiu em carreata até a sede do Palácio Rio Branco. Com faixas, cartazes e panfletos informativos os médicos esclareceram à população as principais reivindicações da categoria. A greve dos médicos continuou nesta quarta-feira (31), em frente à sede da Maternidade Dr. Moura Tapajós, seguida de caminhada para a sede do Governo e a noite, os médicos fizeram Assembleia Geral Extraordinária, na sede do Conselho Regional de Medicina do Amazonas.

BAHIA: O canteiro central da Avenida Centenário, em frente ao Shopping Barra, foi ocupado pelos médicos soteropolitanos, que durante toda a tarde desta quarta (31) fizeram atendimentos básicos à população, como medição de pressão arterial, nível de glicose, exames oftalmológicos, orientações nas áreas de angiologia, gastroenterologia, dermatologia, urologia, pneumologia e outras especialidades médicas. Nesta quinta (1), o grupo prossegue o debate no o Ministério Público da Bahia, com a presença do secretário de Saúde do Estado, Jorge Solla e os presidentes das entidades médicas do estado.

CEARÁ: Médicos e estudantes do estado aproveitaram os dois dias de paralisação para fazer manifestações em dois hospitais da capital: o Hospital Geral de Fortaleza (HGF), onde a categoria realizou um "abraço" simbólico no entorno do hospital; e o Hospital Universitário Walter Cantídio, panfletagem e manifestação com faixas e cartazes. A categoria também realizou exposição de fotos dos hospitais de Fortaleza nas praças José de Alencar e Coração de Jesus, ambas localizadas no Centro de Fortaleza. O grupo também realizou uma passeata até o Núcleo do Ministério da Saúde no estado e entregou uma carta destinada ao ministro Alexandre Padilha relatando a situação da saúde pública e apresentando as reinvindicações.

DISTRITO FEDERAL: Os médicos e residentes da rede pública e privada fizeram manifestação em frente ao Ministério da Saúde nesta quarta-feira. Eles cobraram mais investimentos da receita bruta da União para a saúde pública, além de protestarem contra as recentes medidas anunciadas pelo governo federal. As consultas e cirurgias eletivas foram suspensas nos dias 30 e 31 de julho. Os médicos também fizeram panfletagem e orientaram a população o motivo dos protestos.

ESPÍRITO SANTO: Mais de 70% dos médicos da capital e do interior aderiram ao movimento e pararam as atividades na terça e quarta-feira. A paralisação de dois dias foi tomada com objetivo de lutar por melhorias na categoria e também por direitos de estudantes de medicina. Casos de urgência e emergência foram atendidos normalmente. As consultas com médicos que aderiram ao movimento serão remarcadas. Além disso, o Conselho Regional de Medicina do Estado está fazendo visitas surpresa em unidades públicas do estado, com o objetivo de verificarem a estrutura e situação de trabalho dos profissionais. Na terça-feira este tipo de inspeção foi feito hospitais São Lucas, em Vitória, e Antônio Bezerra de Faria, em Vila Velha.

GOIÁS: A paralisação começou a meia-noite de terça-feira (30) e terminou à meia-noite da quarta-feira (31). Dezenas de profissionais da categoria estiveram reunidos em frente à sede da Prefeitura de Goiânia reivindicando melhores condições de trabalho, a exigência do Revalida para médicos do exterior que venham atuar no Brasil, entre outros.

MARANHÃO: Durante dois dias, médicos da região metropolitana de São Luís e Imperatriz protestaram contra política de saúde federal. De acordo com o Conselho Regional de Medicina do Maranhão, mais de 350 médicos aderiram ao movimento, suspendendo os atendimentos considerados rotineiros (como consultas, por exemplo) em hospitais públicos e privados. Na terça-feira (30) houve passeata dos médicos e acadêmicos. O grupo saiu do Hospital Dutra e encerrou o protesto em frente ao Hospital Djalma Marques (Socorrão I), no centro da cidade.

MATO GROSSO: Houve reunião com os estudantes de medicina na terça-feira (30) e paralisação das atividades na quarta-feira (31). A manifestação na quarta-feira (31) contou com 200 médicos e houve assembleia das entidades médicas na sede do CRM. No final da tarde, a categoria seguiu em carreata em direção a praça Ipiranga, que fica no centro da capital. Na praça houve distribuição de panfletos e exposição de varal de fotos dos hospitais.

MATO GROSSO DO SUL: Na quarta-feira (31), os médicos do estado realizaram 1.200 atendimentos à população na praça Ary Coelho. O mutirão contou com a presença de especialistas de diversas áreas, como: pediatria, urologia, ortopedia, cardiologia, dermatologia, entre outros. Durante o protesto humanizado, os médicos aproveitaram a oportunidade para explicar à população o motivo do manifesto. A maioria dos médicos também paralisou o atendimento nas redes pública e privada na quarta-feira.

MINAS GERAIS: Na capital mineira aproximadamente 400 médicos realizaram uma passeata pelas ruas da cidade. A concentração foi em frente ao CRM e o grupo seguiu em manifestação até a Associação Médica, onde realizaram uma assembleia. A paralisação nos dias 30 e 31 de julho contou com a adesão de 75% dos médicos dos centos de saúde e 100% dos médicos das UPAs, apenas os serviços de urgência e emergência foram mantidos. Ficou acertado uma nova assembleia no dia 13/08 para avalição do movimento e formada uma comissão para a Marcha à Brasília no dia 08/08.

PARÁ: Os médicos do estado optaram pela realização de ações sociais, como a doação de sangue e distribuição de informativo à população sobre as causas do descontentamento da categoria sobre o programa Mais Médicos e do veto ao Ato Médico.

PARAÍBA: Os médicos paraibanos suspenderam as atividades no período da manhã desta terça (30) e quarta-feira (31), para protestar contra o caos da saúde e as recentes medidas do governo federal. Os casos de urgência e emergência foram atendidos normalmente por equipes de plantão. As cirurgias eletivas (marcadas previamente), consultas e exames serão suspensos durante o período da manhã e serão remarcadas. Os atendimentos foram normalizados no período da tarde desta quarta-feira (31).

PARANÁ: No estado, houve a paralisação e manifestação dos médicos e estudantes na capital em Curitiba e nos municípios de Apucarana, Campo Mourão, Cascavel, Francisco Beltrão, Foz do Iguaçu, Guapuava, Londrina, Maringá, Pato Branco, Ponta Grossa, Rio Negro, Santo Antônio da Platina, Toledo, Umuarama, União da Vitória, Porto União. Os médicos também realizaram um trabalho de conscientização com a sociedade, como a distribuição de panfletos. A categoria também usou uma tarja preta no braço para simbolizar o luto contra as medidas anunciadas pelo governo são considerados golpes na carreira da medicina, pondo em risco a saúde da população.

PERNAMBUCO: No estado, os dias de paralisação foram marcados por duas ações: blitz nas grandes unidades de saúde e mutirão para atendimento à população. A blitz ocorreu na terça-feira (30) nos seguintes hospitais: Restauração, Barão de Lucena, Agamenon Magalhães, Getúlio Vargas e no Pronto Socorro Cardiológico de Pernambuco. A blitz foi para verificar o tempo de espera e o número de pacientes aguardando por atendimento e leitos. Com os dados obtidos, o Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) construirá um dossiê a ser entregue ao Ministério Público de Pernambuco. Nesta quarta-feira (31), os médicos realizaram um mutirão de atendimentos, no Memorial de Medicina de Pernambuco – Derby. Na ocasião, foram oferecidos serviços nas áreas de clínica médica, cardiologia, urologia, dermatologia e pediatria. Aproximadamente 100 médicos se revezaram no atendimento de 500 pacientes.

PIAUÍ: Nos dois dias de mobilização os médicos tanto da rede pública quanto da rede privada, apesar de não pararem o atendimento, trabalharam usando o adesivo "Orgulho de ser médico!" e entregaram aos pacientes a "Carta Verdade", elaborada pelas Entidades Médicas. A carta relata os pontos de impasse entre médicos e o Governo Federal. Está programado para que, na sexta-feira (2), ocorra um debate das entidades médicas com os deputados federais e estaduais. Também ocorrerá, no sábado (3), o atendimento dos médicos de diferentes especialidades na praça João Luis Ferreira, em Teresina (PI).

RIO DE JANEIRO: Os médicos, residentes e estudantes percorreram, nesta quarta-feira (31) as ruas do Centro da capital Fluminense com palavras de ordem contra contratação de estrangeiros sem validação de diploma. Mais de 500 pessoas participaram da passeata que saiu da Cinelândia e seguiu até a Assembleia Legislativa. Em seguida, os médicos saíram em caminhada pela Rua Araújo Porto Alegre até a sede do Ministério da Saúde, na Rua México, 128. Foram dois dias de paralisação e 80% a 90% dos atendimentos ambulatoriais e de rotina foram parados. No dia 8, uma caravana da categoria irá a Brasília pressionar a Câmara dos Deputados e o Senado para derrubar a MP 621. Segunda-feira, dia 12/08, os médicos voltam a fazer assembleia, às 19h30, no Colégio Brasileiro de Cirurgiões, na Rua Visconde Silva, 52, em Botafogo.

RIO GRANDE DO NORTE: Informações nesta matéria:

http://portal.fenam2.org.br/portal/showData/405506

RIO GRANDE DO SUL: Houve paralisação parcial das atividades e manifestação em pelo menos 20 cidades. Os médicos gaúchos pediram o investimento de 10% da receita bruta da União na saúde pública

RONDÔNIA: Aproximadamente 200 médicos pararam os atendimentos neste terça-feira (30) e quarta-feira (31), em Porto Velho. Apenas atendimentos de urgência e emergência foram realizados nos hospitais da capital. Parte da categoria se reuniu em frente ao Hospital de Base na quarta-feira (31). A paralisação segue até esta quinta-feira (1).

SÃO PAULO: Informações nesta matéria:

http://portal.fenam2.org.br/portal/showData/405506

SANTA CATARINA: Médicos de pelo menos 18 municípios catarinenses cruzaram os braços nesta quarta-feira (31) para protestar contra a Medida Provisória 621. Em Florianópolis, aproximadamente 500 médicos se concentraram em uma das principais ruas do centro da cidade. Com jalecos brancos, balões e faixas pretas, simbolizando o luto pela atual situação da saúde, os médicos pediram mais recursos financeiros para o SUS, a defesa da carreira de Estado, a aplicação do exame Revalida para os médicos formados no exterior, reajuste nos salários dos médicos federais e a derrubada dos 10 vetos presidenciais ao ato médico. Um enterro simbólico dos Ministros Alexandre Padilha (Saúde), Aloízio Mercadante (Educação) e Antônio Patriota (Relações Exteriores) também foram realizados. Ao som da marcha fúnebre, os presidentes das entidades médicas colocaram os caixões com as fotos dos ministros em sacos plásticos.


SERGIPE: Os médicos tanto da rede pública quanto da rede particular paralisaram as atividades nos dois dias de manifestação do calendário nacional. A categoria fez panfletagem e um café da manhã nesta terça-feira (30) na sede do Sindimed. Na quarta-feira (31), no período da tarde, os médicos realizaram um Ato público no Campus da Saúde, mais conhecido como Hospital Universitário. O objetivo foi explicar à população o porquê da paralisação. A categoria também definiu assembleia geral no dia 16 de agosto.

TOCANTINS:A quarta-feira (31) foi marcada por protestos da categoria. Em Palmas, um grupo de profissionais trajados de roupas pretas, participaram de um Café Debate, na Sede do Sindicato dos Médicos (Simed). Os que trabalharam cumpriu a jornada vestidos de preto.

Fonte : Fonte: Valéria Amaral (Imprensa da FENAM) com informações dos sindicatos.



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