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RS: médicos pedirão vistorias do CREMERS e do MP



15/08/2013
A Associação de Médicos do Hospital Centenário (AMEHCE) decidiu em reunião na noite desta quarta-feira (14) solicitar que o Ministério Público fiscalize o cumprimento de alguns pontos do Termo de Ajuste de Conduta (TAC), firmado em maio de 2012 com o Conselho Regional de Medicina (Cremers) e a prefeitura de São Leopoldo, que estabeleceu um cronograma para realização de melhorias no Centenário. Um dos 35 pontos do acordo e de impacto direto no atendimento da população era a contratação de médicos para fechar as escalas de plantão.

De acordo com o presidente da AMEHCE, Geraldo Bischoff, a emergência pediátrica, o setor de politraumatizado adulto e a sala de recuperação são algumas das áreas do hospital que funcionam com médicos terceirizados. "Muito pouco mudou da interdição ética do CREMERS e do TAC para cá. Temos uma enfermaria fechada e uma emergência superlotada. Faltam médicos e equipamentos. E as condições de trabalho seguem precárias", afirmou Bischoff. O diretor do Corpo Clínico do Centenário, Antonio Luiz Vinadé, e o Sindicato Médico do RS (SIMERS) pedirão ao CREMERS nova vistoria para avaliar as condições de trabalho dos médicos.

Os médicos ressaltaram que a situação é bem diferente da descrita pelo prefeito de São Leopoldo, Aníbal Moacir da Silva, em uma emissora de rádio esta semana e no jornal da cidade. Para ele, o problema se resumiria a restabelecer a imagem do único hospital do município, abalada pela crise da instituição iniciada em 2010. A bandeira eleitoral de Silva foi a saúde. Eleito, apresentou uma proposta de reestruturação do hospital aos médicos, com a criação de um plano de carreira, cargos e salários com foco de atrair mais profissionais para os quadros do Centenário por meio de concurso público, e melhorias estruturais para garantia uma assistência de qualidade a população.

Após entrevista na rádio, a AMEHCE foi chamada para uma reunião na prefeitura, onde o secretário municipal de Fazenda, Gilso Gotardo, afirmou que o plano de carreira não será implantado devido a problemas financeiros da gestão. Segundo Gotardo, a prefeitura estaria no teto do limite de gastos de pessoal estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. "A proposta foi apresentada pelo prefeito, que se comprometeu a enviar projeto de lei para Câmara e realizar o concurso até o final deste ano. Os médicos do Centenário estão se sentindo enganados", afirmou Bischoff.

A diretora do SIMERS, Clarissa Bassin, questionou a justificativa da prefeitura. "A gestão prefere pagar duas vezes mais para médicos terceirizados do que abrir concurso público, qualificar e assegurar o serviço prestado à população de São Leopoldo", destacou. Clarissa lembrou que a interdição ética foi resultado das denuncias do SIMERS de problemas técnicos, que colocavam a vida dos pacientes em risco. O CREMERS realizou 13 vistorias no Centenário em um prazo de um ano e três meses, até pedir a interdição do exercício da Medicina ao MP.
Fonte : SIMERS



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