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ES: sindicato vai exigir botão do pânico nos hospitais



29/08/2013
Profissionais querem adotar o dispositivo em locais de trabalho onde ocorrem os plantões, para afastar o risco de ataque de bandidos

Cansados de serem ameaçados em seus locais de trabalho — e alguns tendo que usar até máscaras para esconder a identidade — médicos vão exigir botões do pânico ao município e ao Estado para tentarem se sentir mais seguros.

Os botões do pânico já são utilizados por mulheres vítimas de violência doméstica. Aquelas que possuem medidas protetivas contra homens agressores acionam o dispositivo ao se sentirem coagidas e a Polícia Militar é acionada.

A insegurança chamou ainda mais atenção dos médicos depois que bandidos invadiram o Hospital Infantil de Vitória no último domingo. O objetivo era tentar matar um adolescente de 16 anos.

Além dos botões, a classe médica quer maior segurança em hospitais e unidades de saúde: grades nos balcões e portas para rota de fuga, segundo o presidente do Sindicato dos Médicos do Espírito Santo (Simes), Otto Baptista. “Chegamos a uma situação limite. A classe médica está com medo de trabalhar, porque pode ser vítima de violência a qualquer momento”.

Ele explicou que não há um levantamento referente ao número de botões do pânico que seria necessário para coibir a violência. “Estamos em fase de estudo. Esses botões ficariam em locais estratégicos e isso daria mais segurança para os médicos. Os botões ficariam com os plantonistas”.

Essas reivindicações serão levadas para as prefeituras e para o governo do Estado, depois da assembleia que vai reunir médicos de vários hospitais, principalmente do Infantil de Vitória. “A assembleia acontece na próxima terça-feira, às 19h30, no auditório do Hospital Infantil da capital. A insegurança da classe médica chegou ao limite”, afirmou o advogado do Simes, Télvio Valim.

Caso as reivindicações não sejam acatadas, pode haver paralisação. A princípio, deve ocorrer só por parte dos médicos do Hospital Infantil de Vitória, mas Valim acredita que não deve parar por aí. “Esta situação é uma afronta para o próprio Estado e prejudica toda a sociedade. Os médicos chegaram ao limite. Caso as reivindicações não sejam acatadas, os médicos podem entrar em greve. A princípio, serão os profissionais do Hospital Infantil, mas os de outros locais também devem parar”.

Prefeituras e Estado vão aguardar

As prefeituras da Grande Vitória e o governo do Estado vão aguardar uma proposta do Sindicato dos Médicos do Espírito Santo (Simes) para avaliar a possibilidade de instalação de botões do pânico em unidades de saúde e hospitais.

Segundo o secretário de Cidadania e Direitos Humanos de Vitória Marcelo Nolasco, a medida pode ser avaliada. “Há a possibilidade de implantação, mas teríamos que receber a proposta dos médicos”.

Ele afirmou, ainda, que os botões do pânico são utilizados em locais que não são fixos, como acontece no caso das mulheres que sofrem violência doméstica.
“Os pronto-atendimentos (PAs)e hospitais são locais fixos. No caso da mulher, ela pode usar o dispositivo em qualquer lugar. O botão é um dispositivo móvel”.

Segundo ele, caso aconteça algo no PA, teria como ligar para a Guarda Municipal e pedir apoio no local. “Eles já chamam a Guarda nesses casos. Basta ligar que eles vão ao local”.

Através de nota, as outras prefeituras da Grande Vitória e o Estado afirmaram que ainda não receberam informações sobre a implantação de botões do pânico. “Vamos aguardar a reivindicação para nos manifestar ”, afirmaram.
Fonte : SIMES



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