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RS: sindicato cobrará segurança em postos de saúde da Capital



27/09/2013
O Sindicato Médico do RS (SIMERS) solicitou nesta quarta-feira (25) reunião conjunta com a Brigada Militar e as secretarias municipal da Saúde e estadual da Segurança para tratar sobre a nova onda de violência nos postos de saúde de Porto Alegre. No intervalo de uma semana, quatro casos de violência foram registrados em unidades da Capital. "A medida em que o governo faz uma campanha nacional, colocando os médicos como responsáveis pela crise da saúde, qualquer situação que o usuário se sinta contrariado, se vê no direito de agredir", opinou o diretor do SIMERS, Jorge Eltz de Souza, durante reunião realizada na tarde dessa terça-feira (24) com os profissionais da UBS Macedônia, na Restinga, onde na semana passada uma discussão acabou com uma interferência equivocada da Brigada Militar. O Sindicato apurará com o Comando de Policiamento da Capital o procedimento adotado por integrantes da corporação no incidente.

Casos de agressões físicas e verbais, depredação do patrimônio público e assaltos foram registrados entre 13 e 19 de setembro nas unidades da Capital. No dia 13/9, uma mulher se revoltou com a espera por atendimento e quebrou vidros e computador na recepção da UPA Zona Norte, aberta há menos de um ano, em Porto Alegre. A violência ocorreu por volta de 17h, e provocou o fechamento da unidade, que reabriu na madrugada seguinte. No dia 16/9, um paciente internado agrediu uma médica psiquiátrica dentro do serviço do Pronto Atendimento Cruzeiro do Sul (PACS). No dia seguinte (17/9), paciente alterada, invade consultório médico na UBS Macedônia, interrompe consulta, chame a Brigada Militar, que age de forma desrespeitosa com os profissionais e a confusão acaba no Palácio da Polícia. E na madrugada do dia 19/9, dois homens armados assaltaram o vigilante do Pronto Atendimento Lomba do Pinheiro, parada 12, e levaram revólver calibre 38 e dois coletes à prova de balas.

Macedônia

O sentimento entre os profissionais da saúde da rede básica da Capital é de insegurança. "A estrutura do posto permite que qualquer um invada o consultório do médico sem nenhuma dificuldade", afirmou um dos sete médicos do Macedônia. A coordenadora da UBS Macedônia, a médica Vânia Lourenço Pauli, disse que os funcionários do posto estão apreensivos, se sentindo impotentes. "Eles me cobram respaldo do gestor", desabafou. Os municipários denunciaram ainda a dificuldade de conseguir transferência.
De acordo com relatos de médicos e funcionários do Macedônia, na terça-feira (17) uma paciente invadiu o consultório médico para trocar uma receita, interrompendo uma consulta. O médico pediu que ela saísse e esperasse lá fora até ele terminar de atender. A paciente reagiu aos gritos e chamou a BM, que entrou no posto já indo direto até o consultório médico e interrompendo, novamente a consulta. Segundo os profissionais, os policiais militares teriam agido de forma grosseira e desrespeitosa com todos no posto, mas principalmente com o médico, que acabou conduzido até a Área Judiciária do Palácio da Polícia.
Os profissionais denunciaram também as condições precárias de trabalho. A UBS Macedônia está na lista da Secretaria Municipal da Saúde para ser reformada, mas só em 2014.
Fonte : SIMERS



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