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RS: referência para mais de 120 municípios sofre com falta de infraestrutura



27/11/2013
Em assembleia geral realizada no final da tarde de terça-feira, 26, os médicos do Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPSC) relataram ao diretor do Sindicato Médico do RS (SIMERS), André Gonzáles, as dificuldades enfrentadas pelo grupo e reivindicaram a revisão da situação. O principal problema, segundo eles, é a área de abrangência para atendimento do HPSC que com apenas duas salas para cirurgia é referência para mais de 120 municípios gaúchos, o que reflete em número excessivo de pacientes enviados ao local com estrutura física e humana insuficiente. Apenas dois anestesistas compõe a equipe no bloco cirúrgico.

São comuns os registros de pacientes de cidades distantes em centenas de quilômetros serem enviados para atendimento em Canoas. Os médicos citam o exemplo de um paciente de Candelária, cidade a quase 200km de distância, que foi encaminhado para a unidade, enquanto outras cidades mais próximas, como Santa Maria e Santa Cruz poderiam recebê-lo. Durante a assembleia, um dos profissionais recebeu a informação de que um homem ferido no tórax e em situação grave, oriundo de Parobé, estava a caminho do local. Ele questionou a regulação e por que este paciente não foi enviado para um hospital mais próximo, como o de Novo Hamburgo, por exemplo. Para os profissionais, casos como esses colocam em risco a vida das pessoas que precisam de atendimento com urgência.

Desde maio deste ano, o SIMERS está negociando com os órgãos competentes a revisão desta questão e outros itens, como a aquisição de equipamentos e a falta de pediatras, entre outras denúncias. A assembleia foi chamada pelo Sindicato com o intuito de verificar se as melhorias acertadas com a direção do hospital e Secretaria Municipal estão sendo praticadas.

Para a pediatria houve avanços, mas a situação ainda é delicada, conforme os médicos. Em setembro, em reunião com secretário de saúde Marcelo Bósio, o Sindicato foi informado que as escalas da área haviam sido solucionadas temporariamente, com dois profissionais por turno – conforme cobrado pela entidade. Apesar disso, os médicos da unidade afirmam com veemência que o setor não tem equipamentos para atender a casos de emergência e a unidade não tem estrutura para receber a grande demanda deste tipo de serviço.

De acordo com Gonzáles, o SIMERS segue reforçando as denúncias e irá reivindicar novas reuniões com a direção do hospital e Secretaria de Saúde na busca de solucionar as condições de trabalho do local.
Fonte : SIMERS



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