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PSF: estudantes de Medicina vivenciam experi?ncias



14/11/2003
Os estudantes do primeiro ano do curso de Medicina do Centro de Ci?ncias M?dicas e Biol?gicas (CCMB) da PUC-SP, ter?o um significado a mais para fixar 2003. Antes mesmo de iniciar a pr?tica m?dica, puderam conhecer in loco a realidade da sa?de p?blica, em especial a vivenciada por milhares de pessoas ? pacientes e profissionais da Sa?de ? na periferia de Sorocaba. A experi?ncia foi poss?vel gra?as ? parceria estabelecida entre o CCMB e a Prefeitura Municipal. Durante uma semana, 100 primeiranistas acompanharam o trabalho dos agentes comunit?rios da Sa?de e a rotina das Unidades de Sa?de da Fam?lia.





De acordo com a diretora da Faculdade de Ci?ncias M?dicas do CCMB, professora-doutora Maria Helena Senger, a atividade faz parte do processo de mudan?a curricular que a faculdade, ao lado de outras do Pa?s, vem promovendo, seguindo as orienta??es firmadas no Programa de Incentivo ?s Mudan?as Curriculares das Escolas de Medicina (Promed). Essa nova metodologia preconiza a forma??o do m?dico com um perfil mais humanista, mais generalista e preparado para os grandes desafios da realidade socio-comunit?ria do Brasil.





Depoimentos


Nascida em S?o Jos? do Rio Preto, Renata Hip?lito Meneguetti conta que j? conhecia a dura realidade das periferias em sua cidade natal. L?, participava como volunt?ria de a??es socio-comunit?rias desenvolvidas pelo Rotary Clube. Em rela??o ? atividade desenvolvida pelo CCMB e pelo Programa Sa?de da Fam?lia no Conjunto Habitacional ?Ana Paula Eleut?rio? (Habiteto), considera que a atividade foi al?m da sa?de. ?Foi tamb?m um trabalho social?, resume.





Renata acredita que a Medicina atual est? muito t?cnica. ?Temos t?cnicos em Medicina e n?o m?dicos realmente. Participando deste projeto, acredito que estou na profiss?o certa. ? isso o que quero fazer. Esta ? minha id?ia de ser m?dica?.





A paulistana Valqu?ria Aparecida dos Santos Claudino tamb?m participou do grupo que esteve no Habiteto. Junto com a agente comunit?ria Adn?ia Cristina Antunes da Rosa ? N?ia, como ? mais conhecida - a estudante visitou moradores em suas resid?ncias e acompanhou as consultas m?dicas. ?Este programa (Sa?de da Fam?lia) ? muito importante para a popula??o?, diz. ?Se n?o fosse assim, dificilmente essas pessoas seguiriam os tratamentos?.





Classificando a experi?ncia como extremamente v?lida, Valqu?ria se recorda de uma cena que a marcou profundamente durante sua jornada no Programa Sa?de da Fam?lia. ?Vi uma menina pegando uma manga do lixo e se deliciando com a fruta?, relembra. ?? uma realidade completamente diferente da que vivemos?, reflete.





Outro estudante que participou da imers?o no Habiteto foi Pedro Henrique Santos. ?Todo aluno do curso de Medicina deveria passar por essa experi?ncia para se tornar mais humano?, afirma. ?Entrar nas casas dessas pessoas nos permite descobrir a realidade do Brasil?, constata Pedro. Para o estudante, quem faz (estuda ou pratica) Medicina tem de se envolver com a ?rea social.





Segundo ele, a atividade veio ao encontro com as linhas do Promed. O estudante tamb?m registrou uma cena marcante. Uma mulher de 30 anos com c?ncer no intestino, sofrendo muito e que s? podia contar com a ajuda de sua filha de 15 anos para fazer companhia em sua casa. ?Era a menina que se encarregava de dar banho e ajudar a m?e?, conta.





Mas nem tudo ? tristeza numa comunidade carente. Alguns valores maiores s?o revelados em estado bruto (sem o polimento das rela??es sociais metropolitanas) e em abund?ncia, como a alegria, por exemplo. ?A gente v? as pessoas sorrindo, mesmo enfrentando dificuldades e problemas. Elas nos recebem com um sorriso nos l?bios?, diz Renata, com a concord?ncia de seus outros dois colegas.





Atenta aos coment?rios dos estudantes de Medicina, N?ia concorda, principalmente, com o fato do programa extrapolar os limites da sa?de e atingir o ?mbito social. Moradora do bairro, a agente trabalha h? um ano e dois meses no Programa Sa?de da Fam?lia. A fome ? o principal problema dessa comunidade, onde muitos sobrevivem gra?as ? coleta de material recicl?vel pelas ruas da cidade ? do qual costumam obter um rendimento m?dio de R$ 3,00 por dia de trabalho ? ou da ajuda dos membros mais idosos da fam?lia, que recebem pens?es e aposentadorias. ?Aqui tem muita mis?ria?, conta N?ia. ?Ajudar a matar a fome de algu?m ? muito gratificante?, revela contando sobre seu trabalho volunt?rio na comunidade.





N?ia se recorda de dois momentos especiais em sua jornada como agente comunit?ria. H? cerca de um ano, uma menina com hidrocefalia morreu. ?Foi minha primeira perda?, relembra. Por?m, h? quatro meses, uma outra crian?a, portadora de paralisia infantil proporcionou ? agente seu momento mais feliz. ?Quando eu estava indo embora, ela me chamou pelo nome. Tinha sido a primeira vez que ela mencionava meu nome?, diz sem conter a emo??o.





Segundo Maria Helena Senger, a atividade desenvolvida em parceria com o Programa Sa?de da Fam?lia est? em sintonia com um perfil bem definido da PUC-SP, que procura realizar atividades no contexto comunit?rio onde est? inserida. Ainda de acordo com a diretora da faculdade, experi?ncias como essass permitem que os alunos tenham contato com realidades diferentes das encontradas em salas de aula ou laborat?rios, por mais bem equipados que sejam.





Os resultados finais do trabalho realizado pelos estudantes do primeiro ano do curso de Medicina ser?o levados a p?blico - ap?s reuni?o interna com a apresenta??o dos relat?rios dos grupos de alunos - com a participa??o de dirigentes locais e da reitoria da PUC-SP.





Fonte : Assessoria de Imprensa - CCMB/PUC/SP



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