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Falhas em unidades hospitalares n?o s?o fruto de incapacidade individual dos profissionais



06/10/2005
No Pronto Socorro do Hospital das Cl?nicas da Faculdade de Medicina da USP, os Eventos Adversos (EAs) foram ocorr?ncias que muito contribu?ram para a evolu??o desfavor?vel, at? mesmo a morte de pacientes internados com acidente vascular cerebral. EAs s?o falhas que acontecem em unidades hospitalares, como medicar um paciente com uma subst?ncia ? qual tenha alergia, ou usar medicamento errado devido ? confus?o entre r?tulos, al?m de outras.



A m?dica Renata Mahfuz Daud Gallotti, do HC, acredita que para a corre??o dessas falhas ? essencial que esses acontecimentos deixem de ser tratados como atos praticados por indiv?duos incompetentes.



Em seu doutorado apresentado ? Faculdade de Medicina, Renata analisou a interna??o de pessoas com derrame no Pronto-Socorro do HC e concluiu que um dos fatores determinantes da recupera??o ou n?o do paciente foi a ocorr?ncia de EAs graves. "Esse tipo de complica??o n?o-intencional acontece n?o por culpa individual dos profissionais, mas em fun??o de uma organiza??o de trabalho que favorece falhas". Para a pesquisadora, ? necess?rio mudar essa mentalidade de culpa, de erro entre as equipes de sa?de, porque assim ningu?m conta o que est? acontecendo e n?o h? como melhorar o sistema.



Sobrecarga



Renata acredita que, enquanto os pronto-socorros continuarem lotados, falhas que poderiam ser evitadas continuar?o acontecendo. Essa ? uma das cr?ticas que ela faz ao sistema de sa?de: dois ter?os do atendimento emergencial s?o usados por pessoas que poderiam estar sendo atendidas em outras hierarquias. Mas como nesses lugares o atendimento ?, muitas vezes, inadequado, procuram os grandes hospitais e sobrecarregam os pronto- socorros.



Outro ponto que merece aten??o, segundo a m?dica, ? a prescri??o de medicamentos, uma das pr?ticas mais sujeitas a falhas. Com tamanha sobrecarga, m?dicos e enfermeiros podem repetir a dosagem ou utilizar medicamentos que, juntos, poderiam desencadear rea??es adversas. A m?dica acha que a presen?a de um farmac?utico cl?nico (profissional que se encarrega principalmente da quest?o da medica??o) nas equipes de sa?de poderia ajudar a sanar esses problemas, bem como a utiliza??o de um software de computador que controla o uso de subst?ncias, advertindo sobre combina??o de rem?dios e avisando que o paciente j? foi medicado, por exemplo. Ambas as sugest?es j? existem em outros pa?ses e t?m mostrado resultados positivos.



H?, tamb?m, quest?es administrativas que podem favorecer a ocorr?ncia de EAs: falta de leitos, rem?dios, n?mero insuficiente de profissionais.



Renata conta que os eventos adversos come?aram a ser estudados no Brasil muito recentemente e s?o um indicador da qualidade dos servi?os prestados. Seu doutorado foi publicado no in?cio do ano no European Journal of Emergency Medicine.



Mais informa??es: (11) 3069-6336, na Secretaria da Disciplina de Emerg?ncias Cl?nicas; e-mail rgallotti@hcnet.usp.br





Fonte : Ag?ncia USP - 06/10/2005



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