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Tratamento medicamentoso e comportamental ? a chave para abandonar o cigarro



26/07/2007
Deixar de fumar ? uma tarefa extremamente ?rdua, pois implica em vencer as barreiras das depend?ncias qu?micas e psicol?gicas. Justamente por isso, al?m de aderir ao tratamento medicamentoso, o fumante deve incorporar mudan?as comportamentais em seu cotidiano para, assim, chegar ao sucesso terap?utico.



A cessa??o do tabagismo, ali?s, ? uma preocupa??o mundial e ser? o centro de importantes discuss?es em uma das confer?ncias do 12? Congresso Paulista de Pneumologia e Tisiologia, a ser realizado de 15 a 18 de novembro de 2007 pela Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia ? SPPT.



?No evento, pneumologistas e profissionais de diferentes ?reas da sa?de abordar?o o tratamento multidisciplinar junto com m?dicos e psic?logos. Trata-se da psicoterapia cognitiva comportamental que ? complementada pela estrat?gia medicamentosa?, explica Rafael Stelmach, presidente da SPPT. ?Em S?o Paulo, o m?todo tem evidenciado ?ndices altos de cura, e j? ? muito procurado?.



O Brasil e o tabagismo



No Brasil, cerca de 150 mil mortes por ano s?o atribu?das ao tabagismo. S? em S?o Paulo, entre a popula??o acima de 15 anos, 25% s?o fumantes, o que equivale a mais de 2,5 milh?es de pessoas.



As enfermidades associadas ao v?cio s?o in?meras. O cigarro ? respons?vel direto por mais de 70% dos registros de enfisema e bronquite e tamb?m por 80% dos casos de c?ncer de pulm?o de todo o mundo. Isso sem falar nos outros tipos de tumores e na alta capacidade de potencializar uma doen?a j? existente.



?O tabagismo tem um grande efeito nos sistemas cardiovascular e respirat?rio, sendo o pulm?o a porta de entrada de seus malef?cios. O fumante, seja dependente de nicotina ou n?o, est? mais prop?cio a contrair doen?as infecciosas, como pneumonia, tuberculose e infec??es respirat?rias?, adverte o m?dico Ubiratan de Paula Santos, coordenador cient?fico do Programa de Cessa??o de Tabagismo da Disciplina de Pneumologia do Hospital das Cl?nicas da FMUSP.



Ainda segundo Ubiratan, fumar n?o ? prejudicial apenas ao individuo dependente. ?As pessoas que vivem ao redor, os fumantes passivos, tamb?m comprometem a sa?de ao longo do tempo. Inclusive os filhos de m?es que fumaram durante a gravidez s?o significativamente afetados, uma vez que t?m cinco vezes mais chances de contrair asma e outras defici?ncias respirat?rias?.



Nos ?ltimos anos, as autoridades t?m demonstrado maior empenho no combate ao fumo, coibindo a publicidade, aumentando o pre?o do cigarro e expandindo as medidas de tratamento. Tal conduta pode ser respons?vel por uma maior consci?ncia quanto ?s conseq??ncias e por uma redu??o no ?ndice de fumantes. No entanto, ainda ? preocupante a interfer?ncia da nicotina na sa?de p?blica. Ali?s, a ind?stria do tabaco tem desenvolvido estrat?gias elaboradas para manter o consumo.



Tratamento medicamentoso e psicol?gico: mais de 40% de efic?cia



A ?ltima d?cada foi marcada pelo maior investimento em novas drogas para combater o tabagismo. ?Entre as medica??es, foram criadas a nortriptilina, a bupropriona e a rec?m-lan?ada vareneclina. Para vencer os sintomas de abstin?ncia, o paciente pode recorrer tamb?m ?s gomas e aos adesivos?, explica Ubiratan. ?No entanto, os rem?dios isolados n?o s?o suficientes. ? necess?ria uma abordagem mais ampla, que contemple mudan?as neurol?gicas e comportamentais?.



O especialista se refere ? psicoterapia cognitiva, na qual pneumologistas e psic?logos trabalham em conjunto para ajudar o paciente. Durante o tratamento, s?o realizadas diversas palestras com foco em uma nova vis?o de vida. Altera??es nos h?bitos s?o exaustivamente trabalhadas, porque algumas rotinas s?o mecanicamente combinadas com o cigarro, como o cafezinho, a atividade sexual, entre outros, conforme adverte Neide Suzane da Silva Carvalho, psic?loga da Disciplina de Pneumologia do Hospital das Cl?nicas da FMUSP.



Ela relata que o tratamento ? bastante procurado no HC e tem registrado n?veis satisfat?rios de sucesso. ?Cerca de 40% dos casos s?o solucionados ao fim da terap?utica. O resultado ? gradual e caminha em conson?ncia com a maior consci?ncia do paciente. H? ainda situa??es em que o individuo n?o consegue abandonar o v?cio na primeira tentativa e retorna para tentar novamente?.



No Brasil, a rede p?blica de sa?de apresenta uma extensa fila de interessados pelo tratamento, o que significa que, mesmo lentamente, a luta pelo combate ao fumo tem evolu?do.









Fonte : Acontece Comunica??o e Not?cias - 26/07/2007



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