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RS: Dois mil estudantes exigem manutenção de diploma médico



20/10/2008
Cerca de dois mil estudantes de Medicina foram para as ruas de Porto Alegre, nessa sexta-feira (17), para lutar pela manutenção do diploma de médico. Os protestos também ocorreram em Rio Grande, Pelotas e Passo Fundo. Alunos de nove das 11 faculdades médicas do Estado promoveram um dos maiores atos da história da mobilização estudantil médica do Estado.

A meta, agora, é reforçar as ações nas faculdades, nas reitorias das universidades e junto ao Ministério da Educação, para reverter portarias que estabeleceram a nova denominação.

Gritos de "Eu, eu, eu não sou bacharel" e "Ei, isso é cruel, se ficar doente vai chamar o bacharel" contagiaram a multidão de branco que ocupou avenidas entre o meio-dia e 13h30. O protesto começou em dois pontos: no Hospital de Clínicas e no Instituto de Educação, onde alunos das quatro faculdades da capital e Região Metropolitana (UFRGS, PURS, UFCSPA e Ulbra), além de um grupo da Unisc, se encontraram.

A vice-presidente do Sindicato Médico do RS (SIMERS), Maria Rita de Assis, destacou que foi uma magnífica demonstração de que os estudantes não estão alienados e não estão só aprendendo seu ofício. "Eles mostraram que podem e vão protestar contra atitude do Ministério da Educação, que quer transformar em teóricos os que estudam tanto para se formar médico", afirma. Maria Rita adiantou que a luta será levada nacionalmente pelas entidades médicas, que devem reforçar a pressão em Brasília para alterar medidas.

O presidente do Núcleo Acadêmico SIMERS, Paulo Netto, lembrou que mesmo estudantes que ainda não foram atingidos pela medida se integraram à mobilização. "Estamos unidos e é possível reverter a medida", diz.

O presidente da FENAM, Dr. Paulo de Argollo Mendes, parabenizou o movimento. Segundo ele, "um dos maiores erros que cometemos [as lideranças médicas] nos últimos tempos foi permitir que um grupo de "lideranças" subordinadas ao Ministério da Saúde falassem pelos estudantes de medicina". Argollo sugeriu, ainda, que a FENAM assuma "imediata e incondicional" parceria com os estudantes.

A idéia é que, sejam marcadas audiências com os ministros da Educação e da Saúde para entregar o abaixo-assinado dos estudantes. A entidade também deve procurar o apoio do CFM e da AMB para este propósito.

O presidente da FENAM também incentivou os sindicatos a oferecerem seu apoio ao movimento estudantil e mobilizar suas bases neste sentido.

PORTARIA

A troca de diploma de médico para o de bacharel já transcorreu nas faculdades da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), considerada recentemente a melhor do País. A medida ocorreu na renovação do reconhecimento do curso no Ministério da Educação (MEC), em portarias de 2006. Formados e estudantes das duas faculdades gaúchas foram surpreendidos com a nova denominação, além daqueles que querem fazer especialização no Exterior, onde o diploma de bacharel não é reconhecido como de médico.

O SIMERS alega que as mudanças desrespeitam normas que criaram os cursos e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e que a formação de bacharel não condiz com o perfil da faculdade de Medicina. "O curso combina teoria, prática, formação humanística e é terminativo. O bacharelado tem outro caráter, mais teórico", Maria Rita de Assis Brasil.
Fonte : Imprensa SIMERS



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