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Sindmepa denuncia deficiências no PSF em Belém



28/10/2008
O Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa) enviou para a governadora Ana Júlia Carepa e para o prefeito de Belém, Duciomar Costa, o relatório de visita ao Programa de Saúde da Família (PSF) Riacho Doce/Pantanal, em Belém, no qual denuncia que a estrutura da unidade de saúde em que funciona o PSF é precária e que os agentes comunitários de saúde são substituídos de maneira irregular. Além disso, de acordo com o documento, os novos agentes não recebem treinamento adequado para o desenvolvimento da função.

"A realidade do local não proporciona o atendimento pleno da comunidade", disse o diretor de Imprensa e de Assuntos Sociais do Sindmepa, Luiz Sena, acrescentando que também faltam medicamentos, materiais de limpeza, recursos estruturais e humanos, além de material de expediente, obrigando os médicos a prescreverem em folhas de caderno. "O consultório médico não apresenta infra-estrutura mínima para funcionamento. Não existe aparelho de ar-condicionado no consultório. As consultas são realizadas com as portas abertas", afirmou Sena.

Os problemas foram constatados em setembro, quando a diretoria do Sindmepa visitou o PSF Riacho Doce/Pantanal e observou deficiências no desenvolvimento da Estratégia Saúde da Família (ESF), projeto do Sistema Único de Saúde. A ESF foi criada para atender determinada comunidade com o modelo de atenção integral a saúde. Equipes multiprofissionais de saúde atuam com ações de promoção da saúde, prevenção, recuperação, reabilitação de doenças e agravos mais freqüentes, além da manutenção da saúde da comunidade.


Ao conversar com pacientes que se encontravam naquela unidade, Luiz Sena soube um pouco mais das dificuldades da comunidade na área de saúde. "A comunidade relatou os prejuízos nos últimos três anos da atuação do PSF Riacho Doce/Pantanal. Soube de casos de pessoas doentes que têm sofrido pela falta de medicamentos e as péssimas condições de atendimento", comentou Sena.

O Sindmepa luta para que o modelo do PFS seja eficaz na ação de saúde, já que a Estratégia Saúde da Família é a principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde na atenção básica, que, por meio da educação em saúde e vigilância, permite resolver cerca de 85% dos problemas de saúde da população.

Segundo João Gouveia, diretor administrativo do Sindmepa, a entidade defende a melhoria na atenção básica do Estado, fato que melhoraria a qualidade de vida da população. "A deficiência no desenvolvimento da atenção básica no Pará gera outras mazelas, como a superlotação dos hospitais", afirmou. "Esperamos que as instituições que receberam esse relatório tomem as medidas necessárias", concluiu Gouveia.

O relatório também foi encaminhado para Sesma, Sespa, Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal, OAB-PA, Defensoria Pública, Assembléia Legislativa, Câmara Municipal de Belém e entidades da área de saúde.



Fonte : Imprensa/Sindmepa, com edição de Imprensa FENAM



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